Zé Geraldo responde ao ódio de classe do Bóris Casoy



O Administrador José Geraldo Juste – ou simplesmente Zé Geraldo – nasceu em dezembro de 1944, no minúsculo município de Rodeiro, na Zona da Mata de Minas Gerais.

Cidadão

Intéprete: Zé Geraldo
Composição: Lúcio Barbosa


Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar


Os melhores comentários no Luis Nassif

8 comentários em “Zé Geraldo responde ao ódio de classe do Bóris Casoy

  • 28 de fevereiro de 2010 em 22:08
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    Prezada Mariamante:

    Estou aproveitando a oportunidade para lhe enviar o texto abaixo que foi feito por um ex-colega de trabalho daqui do antigo Cefet-RN, na cidade de Natal, RN.

    Hoje estou aposentado e fico muito tempo procurando blogs interessantes assim como o seu Matéria Incógnita. Se você achar interessante pode publicá-la sem problema algum.

    Trata-se de uma paródia da música “Cidadão” de autoria de Zé Geraldo mas que ficou mais conhecida pela interpretação de Zé Ramalho.

    Agradeço a atenção dispensada e hasta la vista,

    Flavio Marcio

    Um papajerimum autêntico e juramentado !!

    “Profissão” e diz o seguinte:

    PROFISSÃO (PARÓDIA DA MÚSICA CIDADÃO)

    (Intérprete: ZÉ RAMALHO)

    TÁ VENDO ESTE DIPLOMA, MOÇO?
    RECEBI AO ME FORMAR
    HOJE ENSINO NUMA ESCOLA
    MAS DEVIA CHUTAR BOLA
    PRA NÃO TER QUE ME HUMILHAR
    SE EU JÁ SOU PROFESSOR
    PELO MENOS TREINADOR
    POR QUE EU NÃO FUI TENTAR?
    TINHA UM SALÁRIO DECENTE
    ATÉ MESMO O PRESIDENTE
    VINHA ME CUMPRIMENTAR
    VEJO AGORA O QUANTO ERREI
    MAS PRA QUE EU ESTUDEI
    EU ME PEGO A PERGUNTAR
    EU DEVIA JOGAR BOLA
    JAMAIS TER IDO Á ESCOLA
    INVENTAR DE ME FORMAR

    TÁ VENDO A MINHA ESCOLA, MOÇO,
    É DA REDE FEDERAL
    DO PASSADO AO PRESENTE
    EDUCAMOS TANTA GENTE
    NÃO EXISTE OUTRA IGUAL
    PROFESSOR TÃO HUMILHADO
    SEU SALÁRIO CONGELADO
    COMO PODE ENSINAR?
    MAS SE EU FOSSE JOGADOR,
    AO INVÉS DE PROFESSOR
    EU PODIA CHEGAR LÁ
    MEU PAÍS ESTÁ SINISTRO
    JOGADOR VIRA MINISTRO
    E VAI PRA TV CANTAR
    QUE A CRIANÇA PRA VENCER
    BASTA LER E ESCREVER
    E NÃO PRECISA CONTAR

    TÁ VENDO AQUELE PALÁCIO, MOÇO?
    LÁ TRABALHA UM CIDADÃO,
    É UM HOMEM EDUCADO
    POLIGLOTA BEM LETRADO
    TEM A MINHA PROFISSÃO,
    ESSE SIM VALEU A PENA
    JÁ VIVEU EM QUARENTENA
    HOJE VIVE EM UM AVIÃO
    JÁ CONHECE TODO O MUNDO
    MAS CHAMOU DE VAGABUNDO
    TODOS DA EDUCAÇÃO
    MEU BRASIL ESTÁ PERDIDO
    VOU PRA CASA ENTRISTECIDO
    JÁ NÃO SEI O QUE FAZER
    SÓ O VOTO CONSCIENTE
    TIRA DE LÁ ESSA GENTE
    QUE NÃO FAZ POR MERECER

    OBS:

    Essa verdadeira obra de arte foi feita no último governo FHC por Luiz Carlos Trindade, que era professor de Matemática do antigo CEFET-RN, hoje IFRN na cidade de Natal, RN.

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  • 4 de janeiro de 2010 em 20:34
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    Minha controibuição:
    …”A história de Boris Casoy é das mais sombrias. Ele sempre esteve vinculado a grupos de direita e manteve relações com políticos reacionários. Segundo artigo bombástico da revista Cruzeiro, em 1968, o então estudante do Mackenzie teria sido membro do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), o grupo fascista que promoveu inúmeros atos terroristas durante a ditadura militar”…
    http://altamiroborges.blogspot.com/2010/01/boris-casoy-e-uma-vergonha.html

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  • 2 de janeiro de 2010 em 20:37
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    A melhor definição que vi na net saiu na Glorinha Leite (Brasil Mostra a Tua Cara): “Boris Casoy materializa com muita competência em jeito, trejeitos, por dentro e por fora, a falsa moral e toda a hipocrisia de uma classe preconceituosa, escravagista, apátrida e antinacional”.

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  • 2 de janeiro de 2010 em 18:01
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    Ô Zé Gê… neste caso específico do representante maior do CCC da elite paulista melhor não seria referir-se a ele como “trípede”? (com todo o respeito aos que, como eu, usam bengala)

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  • 2 de janeiro de 2010 em 17:03
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    Em homenagem ao meu xará Zé Geraldo, reproduzo o post do Augusto da Fonseca. Mas infelizmente faço minhas as suas palavras (http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.com/2010/01/02/quem-se-admira-das-besteiras-do-casoy/) só que com muita, muita tristeza por existirem quadrúpedes (???) como esse:

    “O Bóris Casoy representou, nesse ato de fala, a ideologia de uma elite preconceituosa brasileira, que é uma sub-raça ainda existente por estas paragens.

    Essa elite preconceituosa brasileira considera qualquer pessoa ou segmento do conjunto “não-elite” uma “gentalha“.

    Daí a aversão incondicional ao Lula.

    O Lula não só faz parte do conjunto “não-elite de São Paulo“, como também dos subconjuntos “nordestino“, “operário” e “socialista“. Ou seja, juntou a fome com a vontade de comer.

    O Lula realiza um governo que, ao mesmo tempo em que reduz drasticamente as desigualdades sociais, garante o crescimento econômico do país, do qual se beneficia essa elite da qual o Casoy é um dos representantes nos meios de comunicação.

    Os garis garantem a cidade limpa e saudável. Que é algo que a elite preconceituosa deseja muito e o tempo todo.

    Quem não se lembra o que aconteceu com a Prefeita Luiza Erundina quando resolveu ampliar o serviço de coleta de lixo e limpeza em toda a cidade, em detrimento da redução no centro, por onde circulam os luxuosos automóveis dessa elite?

    Sem esse serviço prestado pelos garis – segundo ele, “o mais baixo da escala do trabalho” – a vida seria insuportável para a elite preconceituosa.

    O problema é que, por mais que o Lula e os garis façam pelo bem da cidade e do Estado de São Paulo e do País, ainda assim não terão valor algum.

    “Gentalha“, por princípio, não tem valor! Nunca!!!”

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