Twitter, Sexo e Teoria da Conspiração no caso WikiLeaks: isso dá filme!

 

WikiLeaks - Twitter - Julian Assange

Do Blog Chefe de Redação

ENREDO DE SEXO E TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Para quem está chegando agora, o fundador do WikiLeaks encontra-se preso na Inglaterra enquanto aguarda decisão sobre pedido de extradição da justiça sueca motivado por quatro acusações de “agressão sexual” contra duas mulheres.

Segundo as autoridades da Suécia no processo, uma mulher inicialmente identificada como “Miss A.” – mas que todo mundo sabe agora tratar-se de Anna Ardin – acusou Julian Assange de “coerção ilegal” na noite de 14 de agosto deste ano.

Ela argumenta que o fundador do Wikileaks utilizou o “peso de seu corpo” para imobilizá-la com “intenção sexual”.

A segunda acusação diz que Assange “abusou sexualmente” da mesma Anna ao praticar sexo “sem preservativo”, não respeitando pedido da suposta vítima neste sentido.

A terceira acusação é de que, no dia 18 de agosto, o suspeito “abusou deliberadamente” da mesma pessoa “violando sua integridade sexual”.

A quarta e última acusação se refere a uma segunda mulher, identificada como “Miss W.”, que o acusa de ter mantido relações sexuais também “sem preservativo e enquanto ela dormia”, na casa da possível vítima, em Estocolmo.

Tudo muito bem, tudo muito bom mas, acima de tudo… tudo muito vago.

Acontece que há na Suécia um sujeito chamado Göran Rudling, que resolveu investigar o que havia por trás das acusações contra Assange muito antes que estourasse o Cablegate, o escândalo dos 250 mil documentos vazados pelo WikiLeaks sobre as tramoias e maracutaias da diplomacia estadunidense entre 1966 e 2010, que causaram mais um estrago daqueles na imagem política dos EUA.

O cara se concentrou no que poderia haver por trás dos alegados “desvios sexuais” de Assange. O que ele encontrou foi tão absurdo que mais se parece com aquelas teorias conspiratórias dos filmes de espionagem de Hollywood ou dos livros de Dan Brown. O resultado de suas pesquisas foi postado no blog Samtycke, em 30 de setembro de 2010.

Anna Ardin - Julian AssangeSurge daí o seguinte roteiro, traçado pelo perspicaz bisbilhoteiro:

. Julian Assange passa vários dias na casa de Anna Ardin na Suécia, a convite dela;

. Aparentemente fazem sexo;

. Um dia depois do alegado abuso (ou estupro), Anna Ardin posta no Twitter um pedido de ingressos para uma festa, para ela ir acompanhada de… Julian Assange (!!!);

. Em novo post no Twitter naquela mesma noite, ela diz estar presente na tal festa com pessoas “encantadoras e inteligentes”;

. Alguns dias depois descobre que Assange manteve na Suécia relações sexuais com uma outra mulher;

. Elas entram em contato e decidem ira à justiça por estupro;

. Anna Ardin apaga as mensagens do Twitter (!!!);

. Rudling, o bisbilhoteiro, percebe que as mensagens foram deletadas;

. Descobre também que há um segundo microblog de Anna Ardin, cópia do primeiro, hospedado no bloggy.se;

. Neste outro as mensagens ainda não tinham sido apagadas;

. Rudling posta comentário em um post de outra blogueira (Sara Gummerud), que comenta o tema Assange/Ardin/estupro, dizendo que ainda há os tweats em bloggy.se;

. As mensagens no microblog de Anna Ardin em bloggy.se são então apagadas imediatamente;

. Göran Rudling documenta tudo.

Aparentemente a cubana (!!!) Anna Ardin, radicada na Suécia, tentou sumir com os traços de que sua relaçào com Assange foi consensual.

A acusação de estupro veio à tona apenas depois que se descobriu que Assange não tinha intenções de manter um relacionamento de longo prazo, nem com ela e, provavelmente, muito menos com a segunda mulher.

Conclusão: pelo enredo — bastante previsível, por sinal — há suspeitas de ligações de Anna Ardin com a CIA, embora até o momento ainda sejam fracas… embora não improváveis. De uma coisa, no entanto, ninguém tenha dúvidas: vai virar filme.

* Com informações preciosas de Julio1 no blog do Luis Nassif

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Blog Chefe de Redação

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