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Traços ideais de personalidade e caráter do homem perfeito

Enviado por em 18 de dezembro de 2011 – 00:20Um comentário

Ideal feminino: o homem perfeito

O HOMEM IDEAL

A Cachaça da Happy Hour

O Paulo, jornalista e companheiro de blog, apresentou os seus bem fundamentados argumentos em favor dos homens que exercem a sua profissão. O Marcos, também, que é um devorador de livros, sustenta que os caras que lêem muito são merecedores da nossa especial atenção. É verdade.

Por isto, além dos já mencionados traços de personalidade e caráter, acrescento outro — que ambos igualmente possuem — para completar essa busca, quase sempre inglória, que o ideal feminino do que seja a verdadeira masculinidade persegue. A autora deste bom remix é Marilia Romão *.

NAMORE UM NÃO-MACHISTA

Namore um cara que se orgulhe das ideias que tem, ao invés do carro, das roupas ou da sua orientação sexual. Ele a conhece, mas sabe que não é isso que o faz melhor que outros.

Namore um cara que, de preferência tenha três ou quatro gays em seu círculo de amizades e que em hipótese alguma use isso como argumento ao dizer que não é preconceituoso.

Encontre um não-machista. Não é difícil de descobrir, basta prestar um pouquinho de atenção às suas atitudes: é aquele que enxerga a todos como seres humanos iguais em essência.

É aquele que circula com desenvoltura entre os mais diversos ambientes, usando a educação como seu escudo de socialização.

Sabe aquele que procura tratar a todos com delicadeza (sim, porque delicadeza não é coisa de viado) e consegue desenvolver uma conversa civilizada com quem é diferente dele? Esse é um não-machista legítimo.

Ele é o cara que não tem medo de estar sozinho com a sua sexualidade. Mas se você observar bem, ele não precisa afirmá-la, pois já é bem resolvido. E isso faz com que seja, pra ele, natural respeitar a sexualidade alheia, inclusive a sua.

Não se preocupe em falar sobre um livro, uma banda, ou mesmo um evento em particular. Ele é o tipo de pessoa que não despreza um assunto só porque não o conhece com propriedade.

Sente-se ao seu lado, fale sobre a sua vida, divida seus pequenos problemas e ele não os diminuirá baseando os argumentos com comparações esdrúxulas ou dizendo que talvez você tentasse fazer outras coisas que não a desafiassem tanto.

Ele é bem fácil de conversar.

Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa ou sobre o novo single da Lady Gaga, e ele no máximo rirá com você sobre o fato de que o mainstream ainda te fascina.

Nenhum assunto chega a ser proibido – talvez alguns de cunho mais íntimo e pessoal, apenas. Peça dicas, pergunte sobre os lugares legais que ele visitou e o que andou lendo.

Aqui, precisamos admitir: a chance de encontrar os não-machistas dentro do grupo dos leitores é realmente maior. E as respostas fascinarão por apresentarem uma diversidade de pontos de vista, sem menosprezar o desconhecido.

Namore um não-machista, ele vai entender um pouco melhor o seu universo.

Além disso, as chances de que ele seja homofóbico também diminuem consideravelmente, uma vez que as duas coisas estão agrupadas sob o domínio do mesmo preconceito.

Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele dificilmente exigirá que você se encaixe perfeitamente num padrão de comportamento estereotipado. Um cara não-machista enxerga em você um ser igual, e não algo que ele merece por simples direito.

Um não-machista não tem lá muitas ressalvas, ele sabe que o que importa é caráter e competência, e não sexo, sexualidades ou mesmo cor da pele, na maioria das vezes. Ele sabe que amar não é questão de escolha. E, sobretudo, ele é contra a violência.

Um não-machista pode gostar ou não de muita coisa, mas, na dúvida, trate-o com o mesmo respeito com que ele te trata.

E você também terá vantagens em contrapartida: leve-o para ouvir boa música e se divertir em ambientes gays ou héteros, passeie por onde quiser sem enfrentar situações constrangedoras e apresente suas (os) amigas (os) gays pra ele, ele as(os) receberá com braços abertos e conversas interessantes.

E fique sabendo que o menos importa ali é a capa do livro.

Um não-machista também não o é por acaso: ele sabe que certos comportamentos reforçam o preconceito, e procura sempre combatê-los. Também não é conivente com preconceitos de qualquer tipo.

E não se preocupe, ele não costuma se sentir bem contando detalhes dos momentos íntimos que passou com você nas mesas de bar por aí ou rindo das piadinhas sexistas que o chefe dele conta.

Entenda que talvez ele precise de um tempo sozinho, mas pra conservar sua individualidade, e não porque quer fugir de você. E não se preocupe de novo, pois ele a deixará livre pra também cultivar o que gosta e desfrutar os momentos que são só seus. Você também pode.

Demonstre seu amor com palavras ou ações. O que importa pra um não-machista é o amor em si, e não de que formas ele se manifesta.

Namore um não-machista porque você merece. Merece um cara que respeite suas escolhas e que a reconheça como ser humano pleno e capaz, e não restrito a certas funções exclusivas (como a de limpar a casa, ter filhos, ou ser bonita unicamente).

Você merece alguém que não se denomine por si só como o responsável pela sua felicidade ou proteção. Pelo contrário, ele irá esperar que vocês construam juntos uma vivência feliz e saudável.

Se quiser uma companhia superficial, o não-machista ainda é a melhor opção, pois ele dificilmente irá julgá-la por ter uma vida sexual livre.

Mas depois de já o ter conhecido, aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre” parecerá quase impossível se não for ao seu lado.

* Marilia Romão é uma das editoras de Desinteligência Crônica

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