Ronaldinho Gaúcho no Flamengo: a fantasia e a realidade

Urubuzada - Torcida rubro-negra do Flamengo

UM CHEIRO ESTRANHO NO AR…

A Cachaça da Happy Hour

O futebol não é, definitivamente, a minha praia, a ponto de não conseguir compreender até hoje o motivo que leva os homens a ficarem pulando feito doidos na arquibancada quando sai – ou mesmo quando não sai – um gol. Mas deixa isso pra lá.

O que não me impede, no entanto, de ter perfeita consciência sobre o que rola à minha volta em relação a Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, ao decidir-se agora viver no sedutor Rio de Janeiro e – de lambuja – ainda prometer jogar alguma coisa pelo Flamengo.

E, quanto a isso, devo admitir que a melhor definição da novela que envolveu o desfecho desse rolo todo partiu da fina ironia que presenciei entre um torcedor do Fluminense e um flamenguista. Ao fim e ao cabo, disse o tricolor para o deslumbrado rubro-negro:

– Não sei se devo te dar parabéns ou te desejar boa sorte…

* * *

Blog da Nívia de Oliveira Castro

4 comentários em “Ronaldinho Gaúcho no Flamengo: a fantasia e a realidade

  • 28 de janeiro de 2011 em 00:06
    Permalink

    Eu desejo sorte, sinceramente. O roteiro desse filme é manjado, vide Adriano, W. Love e outros chegados na balada. No Rio? Então digo mais: tô pagando pra ver.

    Resposta
  • 19 de janeiro de 2011 em 03:43
    Permalink

    Parabéns…

    Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
    Carlos Drummond de Andrade

    Resposta
  • 12 de janeiro de 2011 em 22:13
    Permalink

    A novela foi demorada, quase não termina
    Flamengo, Grêmio, Palmeiras… marcação em cima
    Tentando repatriar jogador com status de estrela
    Coisa que não se acreditava de nenhuma maneira

    Um a um os times foram saindo da disputa
    Queixaram-se do empresário Assis e sua conduta
    Pelo jogador, um torneio em formato de leilão
    O que não tem transparência termina em confusão

    Para os gremistas, frustrados, agora ele é mercenário
    Pelé disse que ele deveria jogar por amor, sem salário
    Lembro: do Santos, o atleta do século jogou no Cosmos depois
    Com certeza amor pelos norte-americanos é que não foi

    E agora a maior torcida do país comemora a contratação
    Foi recepcionado por uma multidão: portões ao chão
    Uma expectativa maior que o número de torcedores
    Por quatro anos estará na Gávea, em todos os corredores

    Esperam um retorno de quem um dia encantou
    Pois do Barcelona para cá parece que se apagou
    Promessa de um espetáculo por partida verão
    Para quem embolsa um BBB por mês… obrigação

    (http://noticiaemverso.blogspot.com)

    Resposta
  • 12 de janeiro de 2011 em 00:09
    Permalink

    Huahuahuahua! Sensacional, Nívia. É exatamente o que eu acho. Com ou sem sorte, o Gaúcho pode se transformar num clone, numa réplica financeira do Fenômeno: embolsar 80% da receita em vendas de camisetas e mesmo assim não ganhar nenhum título de expressão sem que haja grandes cobranças de uma torcida entorpecida pela mídia. Porque essa é a realidade, conveniente: tudo no bolso deles (agentes e intermediários) e só uma mixaria de comissão na conta do clube. Huahuahua! Muito boa a provocação, Nívia. Parabéns pela visão feminina da coisa.

    Resposta

Deixe um comentário simpático neste artigo: