Placa de aço para fachada de padaria mais conhecida do mundo

Serralheria artística em Petrópolis - Rio de Janeiro

COMUNICAÇÃO VISUAL NO PURO ESTILO MEDIEVAL

Em qualquer língua que se pesquise na rede por letreiros de padarias sempre aparece esta placa de ferro pendurada na esquina de um velho prédio da aldeia medieval Villefranche-de-Conflent, no sul da França.

Pudera, a qualidade artística do desenho vazado numa chapa de aço suspensa por uma cantoneira é maravilhosa. Embora antigo, o conceito do painel está muito à frente do tempo em que foi criado.

Nele, observa-se a labuta do padeiro, com vestimentas e corte de cabelo típicos da era medieval, levando a massa para assar num forno a lenha. A ideia é clara e nem vem ao caso o nome do estabelecimento.

O legal de se topar com uma peça assim é que ela nos remete à história dos pães e aguça a curiosidade sobre os primórdios da panificação como atividade profissional e do momento em que se torna um negócio.

O pão é um alimento é tão antigo que mesmo os historiadores não sabem precisar a data de seu surgimento. Estima-se que tenha sido há cerca de 12 mil anos, na região da Mesopotâmia, onde hoje se localiza o Iraque.

Cidade medieval do sul da França

Porém, uma recente descoberta coloca em cheque essa procedência: sinais de amido encontrados em pedras de moer de mais de 30 mil anos sugerem que o alimento possa ser bem mais antigo do que imaginamos.

Assados de forma rudimentar sobre pedras quentes ou sob cinzas, a técnica foi aperfeiçoada em 7.000 a.C., quando os egípcios passaram a usar os primeiros fornos de barro para assar os pães.

Quanto às padarias, até pouco tempo estimava-se que os pontos de venda ao público só tivessem surgido em 140 a.C, em Roma. Mas essa reviravolta revela que as panificadoras existem desde o antigo Egito.

É o que sugere também uma nova descoberta arqueológica, que identificou a padaria mais antiga do mundo no Oásis de El-Kharga. O espaço contava com bandejas, forno e utensílios para a produção de pães.

Por sinal, assar pão em grande escala parece ter sido a principal ocupação das pessoas que viviam por ali e que grande parte da produção era usada para alimentar o Exército que passava pela região.

Letreiro de metal para padaria

Apesar disso, foi em Roma que as padarias começaram a tomar a forma de negócio como conhecemos na atualidade, com a criação das primeiras escolas de padeiro e dos primeiros comércios de pão.

No século II a.C, os padeiros gozavam de grande prestígio na sociedade romana, sendo até mesmo isentos de alguns impostos. No mesmo período, surgiu a primeira associação de padarias e panificadoras.

Acredita-se que muito do que os romanos sabiam sobre a produção de pães tenha sido absorvido da cultura grega, já que muitas padarias eram pertencentes a imigrantes gregos que viviam em Roma.

Com a queda do Império Romano, o comércio de pães passou a ser escasso e só voltaria a tomar força novamente no século XII, quando padarias eram instaladas nas ruas dos burgos e cidades.

Nessa época a receita se espalhou pela Europa, atingindo o auge entre os franceses, que desenvolveram 20 tipos diferentes de pães, alguns dos quais, com certeza, presentes na padaria da aldeia medieval.

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