Piada avícola: galo com raça para encarar 180 galinhas

Galo de raça gigante

O GALO GOIANO

Do blog BananaPost (em 02/12/2010)

Um fazendeiro tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um galo bom de transa para reproduzir. Um dia, ele vai a uma agropecuária e diz para o vendedor:

— Procuro um galo bem animado e capaz de cobrir as minhas 180 galinhas.

O vendedor puxa uma gaiola com um galo paulista enorme, bem musculoso, com a crista empinada, de topete, olhar ameaçador e uma tatuagem do Timão no peito, e diz:

— Leva esse aqui, o Alberto. Ele não falha.

O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte pela manhã, solta o bicho no galinheiro.

O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar. Pega a segunda, dá a primeira, e quando vai dar outra… cai duro. O fazendeiro volta na loja e grita:

— Este galo frouxo comeu só duas galinhas e capotou!

O vendedor se desculpa e puxa outro galo todo estiloso: preto, de crista amarela, olhos verdes e tênis da Nike.

— Esse aqui é o Fernando. Não falha nunca.

O fazendeiro volta com o galo e repete a história: solta o bicho no galinheiro, e o galo sai alucinado.

Come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça, na terceira ele faz o 69 e quando estava bombando a quarta, cai mortinho no meio do galinheiro.

O fazendeiro, emputecido, volta na loja e diz:

— Escuta aqui, ô filho da mãe, aquele galo broxa caiu fulminado. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo nesta loja.

Então o vendedor puxa um galo desnutrido, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona, uma camisa azul claro que dizia “Nóis não é fraco não” e diz ao fazendeiro:

— Olha, é só o que me resta. O nome dele é Gaudêncio e chegou por engano num carregamento que veio de Goiás.

O fazendeiro, pê da vida, leva o galo pensando: ‘O que vou fazer com este galo goiano, todo franzino?’

Chegando na fazenda, solta o Gaudêncio no galinheiro:

O galo tira a camisa e sai enlouquecido traçando as 180 galinhas de uma vez só… Dá uma respirada… e traça as 180 galinhas de novo.

Sai correndo e engata no pastor alemão… Aí o fazendeiro pega o tarado, dá dois sopapos e para acalmá-lo, acaba trancando-o na gaiola.

— Caramba, que fenômeno! As galinhas ficaram doidonas!

No dia seguinte solta o bicho de novo. O galo sai faturando tudo que se mexe pela frente: o cachorro, o porco, duas vacas…

O fazendeiro corre, pega ele pelo pescoço, dá uma chacoalhada para acalmá-lo e joga o safado na gaiola de novo.

No terceiro dia, o fazendeiro encontra a gaiola toda arrebentada, as galinhas com as xanas para cima, o porco com o rabo pro sol, bodes passando Hipoglós na bunda, uma capivara mancando, um pônei sentado no gelo…

Até que, de repente, à distância, vê o Gaudêncio caído no chão e os urubus voando em círculos sobre o pobre coitado.

— Nããããooo… O Gaudêncio morreu… o meu Gaudêncio, o melhor galo do mundo!

No meio do lamento e da choradeira, cuidadosamente o Gaudêncio abre um olho, olha para o fazendeiro, pisca e diz:

— Fica quieto, ô fio duma égua. Senão você espanta aquelas morenas que tão quase chegano…!

* * *

Blog BananaPost - o porta-voz da macacada

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