O milionário que decidiu ficar pobre, sem medo de ser feliz

Karl Rabeder - sem medo de ser feliz

KARL RABEDER AGORA VIVE COM MENOS DE R$ 2.500 POR MÊS

Do blog ECOnsciência

Uma das palavras mais faladas na atualidade, neste mundo de desigualdades e mergulhado numa crise econômica que não para de aumentar, é GANÂNCIA. Dos banqueiros, agentes financeiros e elite associada, naturalmente. Mas ainda é possível acalentar sonhos de uma humanidade mais justa, caso nos inspiremos no exemplo do cidadão que abdicou dos seus privilégios sociais entre os 1% mais ricos do planeta, para se juntar à esmagadora maioria dos 99% mais pobres. Da qual fazemos parte.

MILIONÁRIO DOA TODA A SUA FORTUNA PARA CARIDADE

por Stephanie D’Ornelas *

Afinal, dinheiro traz ou não felicidade? O empresário austríaco Karl Rabeder, de 48 anos, era milionário, mas infeliz.

Ele ficou famoso no ano passado quando decidiu se desfazer de sua grande fortuna. Agora, ele vive com apenas US$ 1.350 por mês (pouco mais que R$ 2,3 mil).

Ele chocou as pessoas quando anunciou que estava vendendo todas as suas propriedades de luxo e empresas porque descobriu que o dinheiro estava o impedindo de ser feliz. Seu novo objetivo era não ter nada, absolutamente nada.

Rabeder, que veio de uma família pobre em que a regra era trabalhar muito para conseguir coisas materiais, confessou que durante muito tempo acreditou que mais riqueza automaticamente trazia mais felicidade.

Mas depois de um tempo, ele começou a ouvir uma voz que dizia para ele parar com o que estava fazendo e começar a viver de verdade. Ele se sentia como um escravo trabalhando para coisas que ele realmente não queria ou precisava.

A princípio, ele não teve coragem de desistir de toda a riqueza com que ele e sua família já estavam acostumados.

A grande decisão surgiu durante férias no Havaí, quando Karl e sua esposa gastaram todo o dinheiro que podiam, mas perceberam que não tinham encontrado uma única pessoa real e sincera durante a estadia.

Eles sentiram que todos a sua volta estavam atuando, sendo amigáveis apenas pelo dinheiro.

Rabeder também começou a se sentir culpado quando visitou países na África e na América do Sul, em que pessoas não tinham nem uma mínima parcela de sua riqueza material. Foi aí que ele decidiu largar seu estilo consumista pelo resto da vida.

Rabeder começou a praticar o desapego sorteando sua bela mansão, vendendo 21.999 bilhetes de loteria por cerca de 130 reais cada para pessoas que sempre sonharam em ter uma casa de luxo.

Ele vendeu também sua casa de férias, aviões, carros e a empresa de decoração que o ajudou a fazer fortunas.

Então criou uma organização chamada MyMicroCredit que ajuda pessoas em países subdesenvolvidos, transferindo todo o dinheiro de suas contas para ela.

O ex-milionário que jogou tudo para o alto afirma que sua vida melhorou muito desde que ele decidiu levar uma vida simples.

Olhando para uma foto dele, tirada no ano passado em frente à sua antiga casa, ele diz que parecia dez anos mais velho, triste e cansado do que agora.

Rabeder admite que o dinheiro é uma coisa maravilhosa no início, porque oferece liberdade. Sua fortuna permitiu que ele prosseguisse sua paixão pelo voo livre e continuasse seus estudos, que seus pais não podiam pagar.

No entanto, agora ele percebe que cometeu o erro de pensar que tendo 10 vezes mais dinheiro ele seria dez vezes mais feliz também, o que não era verdade.

Karl Rabeder morava em uma casa de 321 metros, mas agora se mudou para uma cabine de 19 metros quadrados de madeira, e vive com menos de R$ 2,5 mil reais por mês.

Hoje, ele dá seminários sobre temas como “a felicidade pode ser aprendida” ou “dinheiro suficiente para ser feliz” para as pessoas dispostas a ouvir seus argumentos, e até publicou um livro chamado “Aquele que não tem nada pode dar tudo”.

Rabeder diz que se sente bem com uma carreira que é divertida e boa para ele, e continua doando todos os excessos de dinheiro para a sua organização MyMicroCredit.

Embora ele tenha feito algo que outros empresários pensam ser inacreditável, Karl Rabeder diz que não julga quem decide manter as suas riquezas.

“Eu não tenho o direito de dar conselho algum a outra pessoa. Eu apenas ouvi a voz do meu coração e da minha alma”, disse ele.

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* No HypeScience, via OddityCentral (pesquise por imagens usando o nome Karl Rabeder nos buscadores para conhecer suas antigas propriedades)

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