NASA anuncia planos para cultivar agrião, nabo e manjericão na Lua

EM CRISE, EUA GASTAM COM SALADA LUNAR

Vegetais extraterrestres

No auge da Corrida Espacial, na década de 1960, a NASA chegou a receber 4,4% do orçamento federal norte-americano, o que, em números de hoje, equivaleria a mais de US$ 160 bilhões anuais.

Este valor é, pelo menos, cinco vezes o necessário para acabar com a fome no mundo pelo período de um ano. Mas todos acham natural que os EUA torrem o dinheiro do contribuinte com foguetes.

É verdade que, com a atual crise neoliberal, a verba apertou. Entretanto, recursos estratosféricos que poderiam melhorar as condições de vida aqui, são destinados a projetos em planetas áridos.

Desde o primeiro voo orbital, o maior feito do homem foi cravar uma pegada na Lua. Para quê? E daí que continuamos a desconhecer 95% dos recursos submersos nos mares e oceanos da Terra.

Enfim, em sua fome insaciável por grana, a agência espacial norte-americana anunciou planos de cultivar manjericão, nabo e agrião na Lua. Pretenderá a NASA lançar a primeira salada lunar?

O experimento, que será pioneiro na superfície do nosso satélite natural, tentará fazer vegetais germinarem e serem cultivados longe do planeta Terra.

As sementes serão alojadas dentro de um recipiente construído especialmente para isso. A geringonça será chamada de Câmara de Crescimento de Plantas Lunares.

Fazenda Lunar

A NASA afirmou, em comunicado, que a câmara terá ar suficiente apenas para que as sementes possam germinar e crescer por cinco dias.

Como a agência pretende, de fato, construir futuramente uma base fixa na Lua, um dos pontos mais importantes será a produção de alimentos para os moradores. A missão deverá sair do papel em 2015.

A NASA diz que irá usar a luz solar natural para que a germinação ocorra no interior das câmaras. Elas irão crescer em pedaços de papel carregados de nutrientes.

O envio de plantas para lá é o primeiro passo para a colonização de seres humanos. “As mudas podem ser tão sensíveis quanto os seres humanos às condições ambientais. Às vezes até mais”, diz a nota.

Além disso, de acordo com os técnicos, as plantas fornecerão um “conforto psicológico” aos humanos que irão se sentir menos estressados rodeados de verde.

Os testes iniciais mostraram que as raízes das plantas obtêm nutrientes e proporcionam estabilidade a outras plantas no espaço de modo muito semelhante ao processo que ocorre na Terra.

E assim, até lá, aqui no Brasil alguns continuarão reclamando da construção de estádios para a Copa do Mundo. Sobre delírios lunáticos, que afetam a Humanidade como um todo, nenhuma indignação…

2 comentários em “NASA anuncia planos para cultivar agrião, nabo e manjericão na Lua

  • 28 de dezembro de 2013 em 10:50
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    Devemos lembrar, caro autor, que as maluquisses da NASA e outros programas espaciais rompem barreiras tecnológicas e aprimoram técnicas e instrumentos que nós utilizamos hoje diariamente, seja para ter mais conforto e praticidade como para tornar melhores as previsões do tempo que podem prever tempestades salvando milhares de vidas ou auxiliando agricultores que produzem alimentos e sim, acabam com a fome.
    Imagine se os grandes gênios da história não perdessem o tempo deles tentando inventar coisas que pareciam a época coisas de doido e fossem fazer o que realmente interessava: trabalhar.

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    • 28 de dezembro de 2013 em 12:54
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      O Homo sapiens, prezado, anatomicamente como conhecemos agora, originou-se há 200 milênios, atingindo o comportamento considerado moderno há cerca de 50 mil anos. Em toda esta longa jornada ele se virou – muito bem, por sinal – plantando e caçando o que temos por aqui, em nossos próprios e abundantes quintais.

      Nenhum de nós é obscurantista a ponto de negar ou menosprezar os avanços científicos e tecnológicos da humanidade, caso tenha visto o teor dos posts aqui publicados. A reflexão crítica, se que é nos entende, não é em relação à NASA ou seus satélites em si, mas aos recursos destinados (politica e demagogicamente) a certos projetos da agência espacial, que poderiam resolver problemas vitais no curtíssimo prazo. Questão de prioridade, simples assim.

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