Mineração de diamantes e metais preciosos em praias e fundo do mar

A PRIMEIRA MINA SUBMARINA DO PLANETA

Mão cheia de diamantes

Quem já caminhou por uma praia deserta pode ter tido um devaneio como o da foto: enfiar a mão na areia e voltar com a palma repleta de diamantes. Um achado, de preferência, capaz de encher um balde.

Em teoria, pelo menos, não chega a ser nenhum absurdo. Há vários registros, mundo afora, de pessoas que deram essa sorte. Mas nada parecido com o que costuma ocorrer em trechos do litoral africano.

Enquanto na Namíbia dragas e longas esteiras cavucam as praias, na África do Sul a areia é raspada por tratores e enormes pás mecânicas. O acesso, além de proibido, é guardado por tropas armadas.

E por quê os diamantes são cuspidos pelas ondas ao longo de imensas extensões da costa? Simples: porque é no fundo do mar que estão concentrados os maiores depósitos diamantíferos do planeta.

Praia proibida

Ora, se mais de 70% da superfície terrestre está coberta pela água salgada, estatisticamente é possível supor que um volume quase quatro vezes maior que todas pedras que já foram ou um dia serão encontradas em terra firme estão agora dormindo no leito oceânico.

O problema é que as corporações mineradoras já acordaram para essa realidade e se anteciparam ao sabor das marés, patrocinando um estrago ambiental muitas vezes mais grave que aquele registrado na superexplorada e depauperada orla marítima da África.

Frotas de embarcações de todos os calados, equipadas com poderosas bombas de sucção, vêm revolvendo os sedimentos marinhos na “bamburra” – nome dado à garimpagem ao acaso, na sorte.

Mina de diamante na orla marítima

Se, pela lógica predatória, o que é ruim pode piorar, e se onde tem diamantes há ouro, prata, platina e uma infinidade de metais valiosos, por que não abrir logo a primeira mina oceânica do mundo?

Foi exatamente a iniciativa da empresa de mineração canadense Nautilus Minerals, ao concluir um acordo com o governo de Papua-Nova Guiné para começar a explorar uma rica área submarina.

A mina terá como alvo uma área de fontes hidrotermais onde águas superaquecidas e altamente ácidas emergem do fundo do mar e encontram a água muito mais fria e alcalina do oceano, forçando-a a depositar altas concentrações de minerais.

O resultado é que o fundo do mar na região está coberto de minérios que são muito mais ricos em ouro e cobre do que os minérios encontrados nas minas terrestres, sejam superficiais ou subterrâneas.

Navio com bombas de sucção

A mina, conhecida como Solwara-1, será escavada por uma frota de máquinas robóticas controladas a partir de um navio na superfície. Elas vão romper a rocha no fundo do mar de modo que o minério possa ser bombeado para cima como uma “lama”.

Para quebrar as rochas e raspar o fundo do mar será empregada a maior máquina da mina, um triturador pesando 310 toneladas, que trabalhará 24 horas ininterruptas por dia.

Segundo o acordo assinado agora, o governo de Papua-Nova Guiné terá uma participação de 15% na mina oceânica, contribuindo com US$ 120 milhões para cobrir os custos da operação.

Pouco, diante do retorno do investimento, já que a demanda aquecida por metais valiosos tem feito os preços globais das commodities minerais dispararem. Para azar da vida marinha.

Deixe um comentário simpático neste artigo: