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Manipulação da velha mídia alimenta complexo de vira-latas

Enviado por em 15 de julho de 2010 – 11:252 Comentários

Cristo Redentor decola - Brasil potência mundial

Do Blog Chefe de Redação

A velha mídia conservadora e neoliberal não dá tréguas em seu trabalho diário para desconstruir a autoestima do povo brasileiro. Parece que nem o grande empresariado tucano suporta mais conviver com porta-vozes tão extremados em seu antinacionalismo neocon. Paradoxalmente esta análise lúcida e equilibrada de Emílio Odebrecht saiu na Folha de S.Paulo:

A IMPRENSA E O NOVO BRASIL

“No final do ano passado, a revista The Economist brindou-nos com uma matéria de capa cujo título era: “O Brasil decola”. A reportagem chama nosso país de maior história de sucesso da América Latina. Lembra que fomos os últimos a entrar na crise de 2008 e os primeiros a sair e especula que possamos nos tornar a quinta potência econômica do globo dentro de 15 anos.

Não é apenas a revista inglesa que vem falando dos avanços aqui obtidos nos campos institucional, social e econômico nas últimas décadas. Somos hoje referência no mundo e um exemplo para os países em desenvolvimento, vistos como uma boa-nova que surge abaixo da linha do Equador.

Diante disto, me pergunto se a imprensa brasileira está em sintonia com a mundial – que aponta nossos defeitos, mas reconhece nossos méritos.

Tal dúvida me surge porque há um Brasil que dá certo e que aparece pouco nos meios de comunicação. Aparentemente, o destaque é sempre dado ao escândalo do dia.

Isso deixa a sensação de que não estamos conseguindo explicar aos brasileiros o que a imprensa internacional tem explicado aos europeus, norte-americanos e asiáticos.

Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.

Se as coisas por aqui caminham para um futuro mais promissor, é porque, em vários âmbitos, estamos fazendo o que é o certo.

Para líderes políticos, empresariais e sociais dos países que precisam encontrar o caminho do progresso, conhecer nossas experiências bem sucedidas pode ser o que buscam para desatar os nós que ainda os prendem na pobreza e no subdesenvolvimento.

O fato é que, ficando nos estreitos limites do senso comum, a sensação é de que a imprensa, de uma forma geral, considera o que é bem feito uma obrigação – não merecedor, portanto, de ocupar espaços editoriais, porque o que está no plano da normalidade não atrairia os leitores.

Ocorre que o que acontece aqui, hoje, repercute onde antes não imaginávamos. Por outro lado, há uma mudança cultural em curso na sociedade brasileira e a imprensa tem um papel preponderante nesse processo.

O protagonismo internacional do Brasil e nossa capacidade de criar novos paradigmas impõem que a boa notícia seja tão realçada quanto são os fatos que apontam para a necessidade absoluta de uma depuração de costumes que ainda persistem em nossas instituições.”

Também publicado e comentado no Luis Nassif.

* Saiba mais sobre as origens do complexo de inferioridade do brasileiro aqui.

* * *

Blog Chefe de Redação

2 Comentários »

  • Renata disse:

    Concordo, MV. A FSP só aceita publicar um conteúdo desses porque na boca do caixa leva um monte de dindim desse cara. Simples assim.

    [Responder]

  • Marcus Vinícius disse:

    A melhor contribuição que o Sr. Odebrecht poderia dar ao Brasil seria suspender toda a publicidade nesses veículos que trabalham contra os interesses nacionais. Tocar nessa ferida é bacana mas ele e seus colegas endinheirados têm poder suficiente para ir mais fundo, fechar a torneira da grana e asfixiar financeiramente essa mídia apátrida.

    [Responder]

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