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Macacos prestes a começar a falar deixam cientistas preocupados

Enviado por em 25 de julho de 2011 – 21:53Um comentário


Planeta dos Macacos

O PLANETA DOS MACACOS É AQUI E AGORA

Do blog BananaPost

Macacos com a capacidade de pensar e falar ou, pior, roubar nossos empregos trabalhando em troca de bananas como salário, são algumas anomalias previstas em avançados experimentos envolvendo transplantes ou mistura de células entre espécies de símios e humanos.

Este cenário de ficção científica, com alguma relação já vista no filme O Planeta dos Macacos, levou a Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha a pedir ao governo que estipule regras mais estritas para as pesquisas médicas envolvendo animais.

A academia ressalta que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais. Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.

A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.

AVANÇO

Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.

Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.

Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.

Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chimpanzés e orangotangos. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.

“O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem”, diz o professor Thomas Baldwin, membro da academia.

“Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas”, diz.

ÁREAS “DELICADAS”

O relatório indica três áreas particulamente “delicadas” na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.

“Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo”, diz o relatório.

O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de “prova do grande símio”: se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.

O campo mais polêmico é o de animais com características “singularmente humanas”, os experimentos que o relatório chama de “tipo Frankenstein, com animais humanizados”.

Segundo o relatório, “criar características como a linguagem ou a aparência humana nos animais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes”.

Origem

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Blog BananaPost - o porta-voz da macacada


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