Lavanderia de dinheiro no Chipre quebra e apavora neoliberais

PIRATAS EM PÂNICO NA ILHA DO TESOURO

Paraísos Fiscais

Por que o Chipre de repente começou a aparecer com tanto destaque no noticiário internacional? Você talvez se pergunte por que as pessoas se preocupam com um país tão pequeno, com uma economia não muito maior que a de uma região metropolitana média brasileira.

Mas acontece que o Chipre é membro da zona do euro, de modo que os acontecimentos por aquelas bandas podem contagiar países maiores — por exemplo, provocando uma corrida aos bancos ao primeiro sinal de pânico.

Há outra coisa: embora a economia cipriota possa ser muito pequena, a ilha é um ator financeiro surpreendentemente grande, com um setor bancário de quatro a cinco vezes maior do que se poderia prever, considerando as dimensões da sua economia.

E por que os bancos cipriotas são tão grandes? Porque o país é um paraíso fiscal em que as grandes corporações e os milionários de tudo quanto é canto escondem o seu dinheiro em contas secretas.

Oficialmente, 37% dos depósitos feitos em bancos cipriotas vêm de pessoas ou empresas não residentes no país.

O número real certamente é muito maior, levando em conta os estrangeiros ricos radicados no país e pessoas que são apenas nominalmente residentes ali.

Basicamente, o Chipre é um lugar onde pessoas escondem sua riqueza da Receita e do controle oficial. Apresente a conta que quiser, trata-se basicamente de lavagem de dinheiro — igual aos paraísos fiscais da privataria tucana.

Igualmente, as lideranças neoliberais do Chipre relutam em aceitar o fim de seu negócio de lavanderia, como decorrência da crise do euro.

Os caras (de pau) ainda tentam limitar as perdas dos depositantes estrangeiros, na vã esperança de que as coisas possam voltar ao normal.

Mas estavam tão ansiosos para proteger os grandes depositantes que tentaram limitar os prejuízos dos gringos. Daquele jeito que nós conhecemos: expropriando os pequenos depositantes domésticos.

No entanto, os cidadãos cipriotas com o sangue quente correndo nas veias reagiram contra o ultraje, o plano foi rejeitado e, neste momento, ninguém sabe mais o que vai acontecer.

Veja a explicação mais detalhada de Paul Krugman

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