Internet organizada em redes sociais significa o fim dos intermediários

A força da Internet

SUBVERSÃO DA VELHA LÓGICA DE PODER

“A internet representa o fim da intermediação. Desaparece o conceito de hierarquia, pois não há uma pessoa que manda e outras que obedecem, não está lá o Estado ou o padre para dizer o que é importante ou não. Há uma organização da sociedade em rede muito participativa, sem lideranças claras. A partir da internet, as próprias pessoas contam o que acontece com elas, sem intermediários”.

O Chefe de Redação

A opinião é de Juan Luís Cebrián, fundador e primeiro diretor do jornal espanhol El País, em visita ao Brasil. Segundo ele, “o protagonista da notícia é a mesma pessoa que conta a história”.

Esta é uma novidade importante, porque coloca os meios de comunicação e a democracia representativa em uma posição incômoda. “No caso dos jornalistas, isso nos afeta. Os jornalistas são intermediários entre a realidade e os cidadãos”.

Cebrián, que acompanha de perto o movimento dos “indignados” na Espanha, entende que as revoltas que vêm ocorrendo tanto na Europa como nos países árabes mostram como os jovens não se sentem contemplados pelo atual sistema de representação política.

“Esses movimentos recordam em certa medida o maio de 68. Os jovens se sentem excluídos do sistema, que não os representa”, afirma.

Organizados basicamente na internet, por meio das redes sociais, esses protestos subvertem a lógica tradicional da política — tanto é que os partidos tradicionais têm dificuldades para compreendê-los e influenciar em seus rumos.

Da mesma forma, o jornalismo não tem a capacidade de perceber as demandas desses atores sociais, que acabam por abalar, também, o papel intermediador dos meios de comunicação.

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O Chefe de Redação


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