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Globo em campanha contra livro ‘Por Uma Vida Melhor’ de Heloísa Ramos

Enviado por em 18 de maio de 2011 – 15:362 Comentários

Livro Por Uma Vida Melhor - de Heloísa Ramos

MAS NÃO SORRIA!

Do blog BananaPost

O GROBO TÁ REPROVADO EM PORTUGUEIS

Por Hayle Gadelha *

Inacreditáveu a canpanha do Grobo contra o esselente livro Por Uma Vida Melhor. Transformaram uma fraze de um capitulo em um Deus nos acuda.

Ezibiram imenças reportagens televizivas, pegaram depoimentos de inúmeros espertos, entrevistaram o prezidente da ABL, Marcos Vilassa, publicaram coluna de Mervau Pereira (fortícimo candidato a imortau), fiseram editoriau e apontaram o dedo duro para o MEC. Pura política.

Pinssaram uma fraze e uzaram argumentos puramente ideolójicos em defeza da “língua culta” para faser luta política. A plêiade de imortais (e azpirantes) celecionada para atacar o livro não percebeu (ou não quis persseber) que se trata de uma das melhores obras de encino da “norma culta”.

A cimples leitura do capítulo de omde pinssaram a fraze é (clique aqui) emossionante. Abre um novo mundo para jovens e adultos que até agora não tiveram asseço a uma língua mais culta.

É um efissiente meio de conbater o atrazo cultural, de anpliar os orizontes de imença parssela da população.

O editoriau do Grobo tem quaze rasão quando afirma que o livro “se assenta numa visão ideológica da sociedade alimentada pela mitologia do excluído, ligada à síndrome da tutela estatal”.

Só não entendo quando trata os “excluídos” como mito. Nem quando acuza de “tutelador” o estado que se recuza a sençurar um livro abçolutamente inovador, ouzado e correto.

O obigetivo óbivio do Grobo, na minha opinião, é atinjir politicamente Fernando Haddad, do MEC, porque ele agora é o mais provável candidato pelo PT à Prefeitura de São Paulo. Se foce para cer levado a cério, o editoriau do Grobo deveria pedir intervensão do MEC nas notíssias do Plantão Grobo, motivo frequente de piadas pelos erros groceiros de portugueis.

Errar é umano. Mas incistir em anpliar o abismo culturau é coisa do Grobo.

A propozito: será que os pronomes demonstrativos empregado hoge no editoriau do Grobo estão abçolutamente corretos?

* No Blog do Gadelha

* * *

Blog BananaPost - o porta-voz da macacada

2 Comentários »

  • Cassinha disse:

    Gostei de tudo: da ilustração, da manchete, do texto, do post como um todo e do Blog em geral. Valeu conhecer e favoritar! Abs, Cássia.

    [Responder]

  • Santoro disse:

    OGrobo está mesmo louco pois o livro não ensina o adolescente a falar errado! Ao contrário, é uma abordagem inteligente para mostrar ao estudante que a língua que aprendeu de seus pais pobres, e que foi a única que ouviu em toda parte antes de entrar na escola, não é para se jogar no lixo.

    É uma língua viva, popular, MAS QUE TAMBÉM TEM REGRAS!

    Com isso, evita-se que o estudante despreze o seu próprio patrimônio linguístico. No Nordeste, temos centenas de poetas de grande talento que produzem literatura de incrível beleza usando a vertente “popular” da língua. É “errado” o que eles fazem? A poesia de Patativa do Assaré e de Luiz Gonzaga estão cheias de “desvios” da norma culta. E estão, por isso, “erradas”?

    “Não tenho sabença,
    pois nunca estudei,
    apenas eu sei
    o meu nome assiná.
    Meu pai, coitadinho,
    vivia sem cobre
    e o fio do pobre
    não pode estudá”

    (Patativa do Assaré – um dos maiores poetas de todos os tempos)

    [Responder]

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