Enquanto você assiste a um filme, a TV também pode te filmar

BIG BROTHER JÁ PODE ESTAR EM SUA CASA

Home Theater Samsung

Olha a situação: você ataca a pipoca e nem imagina que por trás das cenas daquele filme de ação na sua TV existe uma câmera filmando tudo o que você faz no sofá.

Pior: você pode ser a personagem principal e involuntária de uma trepidante produção caseira, dependendo da companhia e do que role durante a exibição das cenas.

Exagero? Ra-rá, caso o seu novo aparelho seja um desses que vêm com câmera embutida. O televisor smart da Samsung – com conexão à internet –, por exemplo, é o maior perigo.

A vulnerabilidade desses equipamentos à invasão foi revelada por especialistas em segurança eletrônica que participaram da conferência anual Black Hat, no início do mês.

O problema é que os apps das TVs inteligentes coreanas são escritos com as linguagens Javascript ou HTML5, que são uma galinha morta aos ataques tradicionais de hackers.

Na prática, significa que nem precisa de muita sofisticação para que um usuário malicioso se aproveite das falhas e consiga invadir o sistema.

Aproveitando alguns bugs e editando APIs de aplicativos, são inseridos códigos maliciosos em mensagens de texto e no navegador, para então ganharem acesso à TV.

Assim que o televisor é comprometido, o hacker assume total controle e consegue espalhar seu ataque aos contatos de vítima, podendo, portanto, criar um vírus para as Smart TVs.

Além da sacanagem os invasores mal-intencionados buscam muito mais. Espiões do governo dos EUA querem saber das suas posições políticas e cibercriminosos comuns, da sua grana.

GRUDE UMA FITA NO OLHO MÁGICO

Dados de cartão de crédito, email e redes sociais, também podem ser interceptados. Pois é, cada vez mais a ficção da era do “Grande Irmão”, de George Orwell, se aproxima da realidade.

A combinação tecnológica poderia ser utilizada para o controle social à distância. Não se esqueça que o Brasil é o país ocidental mais vigiado pelos órgãos de segurança estadunidenses.

No geral, cada televisor trabalha com um usuário único, então qualquer complicação no Smart Hub, que é o sistema inicial, vai ter a mesma permissão de qualquer usuário.

Assim, com sucesso no hackeamento, o invasor tem acesso a tudo que estiver conectado, o que inclui informações bancárias, de assinaturas, como o Netflix, por exemplo, entre outros.

Como a TV normalmente fica na sala de estar da casa, o cibercriminoso poderia manipular uma câmera dentro da casa ou apartamento do consumidor.

Sabendo disso, quem vai querer investir em uma tecnologia de auto-espionagem depois dessa descoberta? A não ser que queira dar mole pro azar.

O problema é que milhões de usuários no mundo e, principalmente no Brasil, desconhecem este fato, não estão nem aí ou não acreditam no inimigo invisível porém real.

Dizem que os desenvolvedores da Samsung teriam corrigido o problema, mas quem acredita que a empresa fará investimentos contínuos em criptografia para assegurar privacidade à navegação?

Pelo sim, pelo não, se você já comprou algum aparelho com câmera embutida, cole uma fita opaca no olho mágico se for namorar em frente à TV. A não ser que você queira dar aulas de exibicionismo…

Imagem via Wal Mattos Wtm

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