Energia elétrica e combustível: nada a ver uma coisa com outra

QUEDA NO PREÇO DA LUZ E AUMENTO DA GASOLINA PROVOCAM APAGÃO MENTAL

Apagão Cerebral

O Chefe de Redação

Vamos lançar uma tênue luz sobre o apagão mental que tomou conta de uma parcela de internautas que anda repercutindo acriticamente o festival de asneiras, malandragem e desonestidade intelectual patrocinado pelos tucanos & mídia millenarista associada.

A frota brasileira de veículos automotores é composta na atualidade por 32,9 milhões de automóveis e comerciais leves, 1,54 milhão de caminhões, 354 mil ônibus e 11,67 milhões de motocicletas.

Com isso, a relação de veículos por habitantes no país é de 1 para 4, se tanto. Ou seja: só um quarto dos brasileiros possui algum tipo de veículo motorizado.

Não é preciso ser muito iluminado para notar que é uma total empulhação dizer que 4% de aumento no preço dos combustíveis anulará a média de 20% de desconto nas contas de luz — 18% para residências e 32% para empresas.

Afinal, 98% dos brasileiros (mais de 186 milhões) têm fornecimento de energia elétrica em casa e só ¼ (menos de 50 milhões) são proprietários de veículos.

Ora, donde se conclui — mesmo tendo faltado a todas as aulas de aritmética no primeiro grau — que o peso da redução no preço da energia elétrica, portanto, é muito maior do que o aumento irrisório no preço dos combustíveis.

E isso sem falar que, de 2005 para cá, todos passaram a ganhar salários muito maiores enquanto que os combustíveis não subiram. A Matemática é clara.

Mas, quem quiser, pode continuar acompanhando o raciocínio de Eduardo Guimarães, em seu sempre didático e oportuno Blog da Cidadania.

Energia Elétrica e Gasolina

2 comentários em “Energia elétrica e combustível: nada a ver uma coisa com outra

  • 9 de fevereiro de 2013 em 09:16
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    desde quando q 2005 pra k nao teve aumento de gasolina, naquela época a gasolina em minha cidade estava em torno de 2,00, e hoje está acima dos 3 reais ja, entao quer dizer que eumentou cerca de 50%, e o meu salário vc diz q acompanhou? então vc é político, pq o meu nao aumentou nem 20 % e o de vcs mais q dobrou.

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    • 9 de fevereiro de 2013 em 09:53
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      Informe-se melhor, meu caro. O preço médio da gasolina variava, redondo, de 2,30 a 2,40 o litro em 2005, dependendo da região do País. No final de 2012 flutuava entre 2,70 e 2,80 em todo o território nacional. E, para o seu conhecimento, cada ponto percentual de reajuste no preço dos combustíveis tem um impacto direto de apenas 0,05 no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-A).

      Naquele ano, o salário mínimo era de 300 reais e agora chegou a 678. A matemática, portanto, continua clara e não justifica nenhuma choradeira estimulada pela velha mídia. Você deve negociar melhor com seu patrão ou trocar de emprego. As condições, na atualidade, são amplamente favoráveis e não justificam esse imobilismo diante da mixaria que você deve estar ganhando para se debulhar tanto em lágrimas por alguns centavos.

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