Consumo: o luxo do pobre, do emergente e do rico tradicional

NEMO Design - novo Jogo de Xadrez

JOGO DE XADREZ DA NEMO DESIGN

Do blog NEMO Design

Este é um assunto que, para muita gente, chega a causar calafrios. Mas que mexe com o imaginário popular, não há como ser desprezado. Todo mundo, embora as referências sejam estritamente de caráter pessoal e cultural, gosta de um toque luxuoso na casa, no escritório ou no próprio corpo. Hildegard Angel vai direto ao ponto, sem meias palavras:

Atualmente, no mundo do consumo, há três tipos de luxo.

1 – O luxo do pobre, que quer se sentir tendo acesso ao luxo dos ricos.

No Brasil, com a ascensão da classe média baixa, que subiu um degrau, e da classe pobre, que virou C, este é o mercado de luxo com perspectivas de ser o mais lucrativo. A estratégia de conquistá-lo costuma ser montar um ponto de venda (loja) atraente, com cara de loja de rico, em local valorizado, e recheá-lo com produtos acessíveis (baratos mesmo) importados da China, com cara de luxo de rico, mas que quando você olha de pertinho vê que estão longe disso. Para perceber, porém, tem que ter olho experimentado…

2 – O luxo do novo rico, que quer se sentir tendo luxo de rico antigo.

O novo rico, por força de sua pouca experiência em se tratando de luxo, guia-se pela marca. A marca famosa, a marca que sai nas revistas. Hoje em dia, a maioria dessas marcas há muito abandonou seu público alvo original, que eram aquelas pessoas exigentes e sofisticadas, acostumadas a consumir o caro, e passou a mirar o neo-rico. Assim, usa como “iscas” as celebridades da TV, as BBBs e correlatas, sempre convidadas para os lançamentos, por exemplo, das bolsas grifadas etecetera e tal…

3 – O luxo do rico antigo, que sempre soube o que é de fato bom e não quer ser confundido.

Este é um luxo cada vez mais restrito aos compradores bem informados. Aqueles que investem sob medida e sabem o endereço do melhor atelier. Aqueles cujos produtos que usa são praticamente personalizados, que se preocupam com acabamento e qualidade porque sabem o que é acabamento e qualidade. Então, as peças que compram não são aquelas “bonitinhas” fabricadas em massa, vindas dos feirões de Bangkok, Hong Kong ou Xangai. Assim como seus acessórios pessoais não são obrigatoriamente os das grandes marcas, nem são obrigatoriamente os dos preços extorsivos…

* A foto do jogo completo de xadrez que ilustra o post (clique nela para ampliar) foi enviada por nosso amigo, leitor e cliente Heverton Elias de Paula, de João Monlevade, Minas Gerais, para mostrar como ficaram em sua sala de estar o tabuleiro e peças customizadas que produzimos para ele.

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NEMO - Estúdio & Oficina de Artesanato Inovador

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