Como evitar o assédio do stalker na internet e na vida real

Assédio na Internet

PERSEGUIÇÃO PIRADA

A Cachaça da Happy Hour

A figura do perseguidor – stalker, em inglês, que é mais chique – é antiga e talvez esteja se tornando mais comum nos dias de hoje. Com a disseminaçao da Internet, acabou por ser incorporada ao nosso vocabulário virtual a expressão cyberstalking.

Mas é ainda na vida real que as ocorrências de assédio e perseguição são mais frequentes. Com certeza, é no dia-a-dia que esses seres aparentados com carrapatos por parte de pai e com pernilongos por parte de mãe fazem o seu nefasto trabalho.

Existem até casos de repercussão que envolvem fãs – de fan, abreviatura para fanático – perseguindo seus ídolos, e até assassinando-os, como aconteceu com o ex-beatle John Lennon.

O QUE MOTIVA O STALKER A PERSEGUIR?

Hoje se discute muito em círculos científicos o que move e do que é feito o stalker. Como e por que uma pessoa dedica parte de sua vida, de seu tempo e de seu dinheiro para criar constrangimentos, medo e caos na vida de quem supostamente ama ou admira?

Podem haver vários tipos de assediadores ativos:

O circunstancial

É o que perde o rumo por algum impacto emocional, combinado com fragilidades momentâneas.

Esse tipo comete algumas loucuras, mas depois cai em si, coloca as duas mãos na cabeça e diz: Meu Deus o que foi que eu fiz? Que mancada!

Apesar disso dependendo da gravidade de sua investida pode ter consequência por muito tempo (no caso do assassino de John Lennon, pela vida toda).

É mais ou menos o que diz aquela figura prevista no Código Penal, que se refere à “privação temporária dos sentidos”.

O sociopata ou psicopata

Esse vai passar a vida assediando os infelizes que cruzam o seu caminho. Só vai variar aqui a intensidade da perseguição e os métodos utilizados.

Esses são os tipos mais perigosos, pois quando entram em modo persecutório, ficam praticamente em estado de transe, não conseguem ser práticos, não raciocinam de forma lógica e não estão nem aí se transgredirem regras sociais escritas ou não.

O fixador

Este “cisma” com uma pessoa específica e faz dela a razão de sua existência, passando a viver em função de impor a sua presença a ela.

Não adianta propor-lhe uma troca, colocar outra vítima no lugar de sua eleita ou eleito, ele não aceita troca, sua vítima é pessoal e intransferível.

O comportamento do stalker é tão bizarro, que deve estar relacionado a alguma disfunção no funcionamento em certas áreas do cérebro. Se isso for verdade, nesses casos a terapia seria inútil.

Indo para o extremo oposto, em alguns casos de obsessão pelo outro entra um componente espiritual. Nesses casos específicos uma relação cármica com componentes densamente emocionais – como traição, abandono e paixões impossíveis – podem estar no comando motivacional do assediador.

Mas para quem está desse lado do balcão, o que fazer para escapar do perseguidor, enfim, como se livrar do stalker?

SAINDO ILESO DA ARMADILHA

Não existe uma fórmula genérica, pois cada caso tem a sua particularidade.

Na maioria deles o corte radical das comunicações com o stalker pode ajudar. Aqui vale o velho ditado: “Longe dos olhos, longe do coração.”

O famoso chá de sumiço pode ser eficaz no tratamento dessa doença.

Nem sempre isso é possível, e nem sempre funciona, mas não alimentar de qualquer forma a piração do assediador é uma forma muito eficaz.

Se puder lançar mão de algum tipo de intimidação se o assédio for do tipo brando, também pode ajudar.

O melhor mesmo, é a atitude profilática, ou seja, detectar com antecedência o assediador e não permitir que ele ou ela crie o vínculo que mais tarde vai virar assédio.

SINAIS PRECOCES DO ASSEDIADOR

Ciúmes manifestados muito cedo na relação, aquela sensação de posse, de ser o dono ou responsável pela existência do outro ou vice-versa.

Desconfie imediatamente do amor de quem diz: A minha vida não tem sentido sem você, depois de uma semana de relacionamento.

Mudanças bruscas de humor, flagrar @ parceir@ espionando o seu celular para ver quem deixa recados, ou “jogar verde” para pegar você em contradições.

Ttudo isso indica que se deve acender a luz amarela.

Porém, o que mais perturba nessa relação não é a constatação de que em sua maioria os assediadores são “doentes”. Isso é meio que óbvio ululante.

O mais intrigante é quando nos damos conta de que a pessoa supostamente assediada, de uma forma ou de outra, alimenta esse processo. Acontece, e como!

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