As oito famílias de banqueiros que controlam toda a riqueza mundial

Ratazanas

OS SENHORES DA BANCA


Que a imprensa tradicional, com o advento da Internet mais conhecida como “velha mídia”, sempre defendeu a entrega do patrimônio e riquezas nacionais aos grandes grupos da banca internacional, não é novidade. Nem que para isto tenha que atentar contra a democracia. É fato e é histórico.

Da mesma forma que todos conhecem, por exemplo, as fortes ligações financeiras da Rede Globo com empresas multinacionais de petróleo. Donde se compreende o teor das análises de comentaristas da emissora, como Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardenberg e Arnaldo Jabor, apenas para citar alguns.

Se assim é, imagine-se o papel deste e demais conglomerados midiáticos no esquema que você vai ler no fascinante primeiro capítulo de quatro ainda não disponíveis na Web. Ideologias à parte, alguma dúvida sobre a que tipo de senhores a “grande” imprensa serve para fazer a sua, a nossa cabeça?

O Chefe de Redação

Verdade e Ficção

O CARTEL DO FEDERAL RESERVE: AS OITO FAMÍLIAS

Os Quatro Cavaleiros da banca (Bank of America, JP Morgan Chase, Citigroup e Wells Fargo) são os donos dos Quatro Cavaleiros do Petróleo (Exxon Mobil, Royal Dutch/Shell, BP e Chevron Texaco); em sintonia com o Deutsche Bank, o BNP, o Barclays e outros monstros europeus das velhas fortunas. Mas o seu monopólio sobre a economia global não se esgota no xadrez do petróleo.

Por Dean Henderson *

De acordo com o relatório 10-K para a SEC, os Quatro Cavaleiros da Banca estão entre os dez maiores acionistas de praticamente todas as empresas da Fortune 500. Trata-se da publicação anual da revista Fortune que lista as maiores 500 empresas norte-americanas.

Então quem são os acionistas destes centros bancários de dinheiro?

Esta informação é um segredo muito bem guardado. As minhas indagações junto às agências reguladoras da banca, no que se refere aos proprietários das ações dos 25 maiores bancos norte-americanos que possuem companhias, foram respondidas sob o amparo da Lei da Liberdade de Informação, antes de serem posteriormente recusadas com base na “segurança nacional”.

O que é bastante ridículo, na medida em que muitos dos acionistas da banca residem na Europa.

Banqueiros

Um importante repositório da riqueza da oligarquia global que é dona destas companhias na posse da banca é a US Trust Corporation – fundada em 1853 e atualmente propriedade do Bank of America.

Um recente diretor e curador honorário da US Trust Corporate foi Walter Rothschild. Outros diretores incluíram Daniel Davison do JP Morgan Chase, Richard Tucker da Exxon Mobil, Daniel Roberts do Citigroup e Marshall Schwartz do Morgan Stanley.

J. W. McCallister, da indústria petrolífera e estreitas ligações com a Casa de Saud, escreveu no  The Grim Reaper que informações que obteve de banqueiros sauditas davam conta de que 80% do Federal Reserve Bank de Nova York – de longe o ramo mais poderoso do Fed – estavam na posse de apenas oito famílias, quatro das quais residentes nos EUA.

AgiotagemSão elas os Goldman Sach, os Rockefeller, os Lehman e os Kuhn Loeb de Nova York; os Rothschild de Paris e de Londres; os Warburg de Hamburgo; os Lazard de Paris; e os Israel Moses Seif de Roma.

O CPA Thomas D. Schauf confirma as afirmações de McCallister, acrescentando que dez bancos controlam todos os doze ramos do Federal Reserve Bank.

Menciona o N.M. Rothschild de Londres, o Rothschild Bank de Berlim, o Warburg Bank de Hamburgo, o Warburg Bank de Amesterdã, o Lehman Brothers de Nova York, o Lazard Brothers de Paris, o Kuhn Loeb Bank de Nova York, o Israel Moses Seif Bank de Itália, o Goldman Sachs de Nova York e o JP Morgan Chase Bank de Nova York.

Schauf lista William Rockefeller, Paul Warburg, Jacob Schiff e James Stillman como indivíduos que possuem grande quantidade de ações do Fed. Os Schiff são preponderantes no Kuhn Loeb. Os Stillman no Citigroup, casaram-se no clã Rockefeller no início do século.

Eustace Mullins chegou às mesmas conclusões no seu livro The Secrets of the Federal Reserve , em que exibe gráficos ligando o Fed e os bancos seus membros às famílias Rothschild, Warburg, Rockefeller e outras.

O controle que estas famílias de banqueiros exercem sobre a economia global não pode ser subestimado e é intencionalmente um segredo bem guardado. O seu braço na mídia empresarial é rápido na hora de desacreditar qualquer informação que divulgue este cartel privado de banqueiros centrais como uma ‘teoria da conspiração’. Mas os fatos subsistem.

Controle político

A CASA DE MORGAN 

O Federal Reserve Bank nasceu em 1913, no mesmo ano em que morreu J. Pierpoint Morgan, descendente de banqueiro, e em que se formou a Fundação Rockefeller. A Casa de Morgan presidiu a finança americana a partir da esquina de Wall Street e Broad Street, praticamente como uma espécie de banco central dos EUA desde 1838, quando George Peabody a fundou em Londres.

Peabody era sócio de negócios dos Rothschild. Em 1952, o investigador do Fed, Eustace Mullins, avançou com a suposição de que os Morgan não eram mais do que agentes dos Rothschild. Mullins escreveu que os Rothschild “… preferiam operar anonimamente nos EUA por detrás da fachada de J.P. Morgan & Company”.

O autor Gabriel Kolko afirmou que “as atividades de Morgan em 1895-1896 na venda de títulos do Tesouro dos EUA na Europa basearam-se numa aliança com a Casa de Rothschild.”

Os tentáculos do polvo financeiro de Morgan envolveram rapidamente todo o globo. Morgan Grenfell operava em Londres. Morgan et Ce dominava Paris. Os primos Lambert de Rothschild criaram a Drexel & Company na Filadélfia.

A Casa de Morgan assistia aos Astors, aos DuPont, aos Guggenheim, aos Vanderbilt e aos Rockefeller. Financiou o lançamento da AT&T, da General Motors, da General Electric e da DuPont. Tal como os bancos Rothschild e Barings com sede em Londres, o Morgan tornou-se parte da estrutura do poder em muitos países.

Em 1890, a Casa de Morgan emprestava dinheiro ao banco central do Egito, financiava ferrovias russas, títulos do governo provincial brasileiro e projetos de obras públicas argentinas.

Uma recessão em 1893 reforçou o poder de Morgan. Nesse ano Morgan salvou o governo dos EUA de um pânico bancário, formando uma união para escorar as reservas governamentais com uma injeção de 62 milhões de dólares em ouro Rothschild.

Polvo bancárioMorgan foi a força motriz por detrás da expansão para oeste nos EUA, financiando e controlando as vias-férreas por intermédio de fundos fiduciários. Em 1879 a Ferrovia Central de Nova Iorque, de Cornelius Vanderbilt, financiada por Morgan, concedeu taxas preferenciais ao monopólio nascente da Standard Oil, de John D. Rockefeller, cimentando a relação Rockefeller/Morgan.

A Casa Morgan passou depois para o controle da família Rothschild e Rockefeller. Um título do jornal  New York Herald  dizia, “Reis do caminho-de-ferro formam monopólio gigantesco”. J. Pierpont Morgan, que em tempos anteriores afirmara, “a competição é um pecado”, passou a opinar alegremente: “Pensem nisso. Toda a concorrência do tráfego ferroviário a oeste de St. Louis colocada sob o controle de cerca de trinta homens”.

Morgan e o banqueiro Kuhn Loeb de Edward Harriman detinham o monopólio sobre os caminhos-de-ferro, enquanto as dinastias banqueiras Lehman, Goldman Sachs e Lazard se juntaram aos Rockefeller para controlarem a base industrial dos EUA.

Em 1903, as Oito Famílias fundaram o Banker’s Trust. Benjamin Strong do Banker’s Trust foi o primeiro governador do Federal Reserve Bank de Nova York.

A criação do Fed em 1913 fundiu o poder das Oito Famílias com o poder militar e diplomático do governo dos EUA. Se os seus empréstimos no estrangeiro não fossem pagos, os oligarcas podiam contar com os Marines dos EUA para cobrar as dívidas. O Morgan, o Chase e o Citibank formaram uma união de empréstimos internacionais.

A Casa de Morgan era íntima da Casa Britânica de Windsor e da Casa Italiana de Sabóia. Os Kuhn Loeb, os Warburg, os Lehman, os Lazard, os Israel Moses Seif e os Goldman Sachs também tinham ligações estreitas com a realeza europeia.

Em 1895 Morgan controlava o fluxo do ouro dentro e fora dos EUA. A primeira vaga de fusões americanas estava na sua infância e estava a ser promovida pelos banqueiros.

Em 1897 houve sessenta e nove fusões industriais. Em 1899 houve mil e duzentas. Em 1904, John Moody – fundador do Moody’s Investor Services – disse que era impossível falar dos interesses de Rockefeller e Morgan em separado.

Surgiu a desconfiança do público em relação a este conluio. Muita gente considerava-os como traidores a trabalhar para as antigas fortunas da Europa.

A Standard Oil de Rockefeller, a US Steel de Andrew Carnegie e os caminhos-de-ferro de Edward Harriman foram todos financiados pelo banqueiro Jacob Schiff do Kuhn Loeb, que trabalhava em estreita colaboração com os Rothschild europeus.

Vários estados do oeste proibiram a entrada dos banqueiros.

Petróleo e banqueiros

O pregador populista William Jennings Bryan foi por três vezes o candidato Democrata para presidente entre 1896 e 1908. O tema central da sua campanha anti-imperialista era que a América estava a cair numa ratoeira de “servidão financeira para com o capital britânico”.

Teddy Roosevelt derrotou Bryan em 1908 mas, por causa deste incêndio populista que se alastrava, foi forçado a promulgar a Lei Sherman Anti-Monopólio. Depois, perseguiu o Monopólio da Standard Oil.

Em 1912, realizaram-se as auditorias Pujo, que trataram da concentração do poder em Wall Street.

Nesse mesmo ano, a esposa de Edward Harriman vendeu as suas substanciais ações do Guaranty Trust Bank de Nova York a J.P. Morgan, criando o Morgan Guaranty Trust.

O juiz Louis Brandeis convenceu o presidente Woodrow Wilson a tentar pôr fim às diretorias interligadas. Em 1914 foi aprovada a Lei Clayton Anti-Monopólio.

Jack Morgan – filho e sucessor de J. Pierpont – reagiu convidando os seus clientes Remington e Winchester a aumentar a produção de armas. Argumentou que os EUA precisavam de entrar na I Guerra Mundial. Incitado pela Fundação Carnegie e por outras frentes oligárquicas, Woodrow Wilson cedeu.

Como escreveu Charles Tansill em America Goes to War,  “ainda antes do início do conflito, a firma francesa Rothschild Frères enviou um telegrama a Morgan & Company de Nova Iorque sugerindo o financiamento de um empréstimo de 100 milhões de dólares, grande parte do qual ficaria nos EUA para pagar as compras francesas dos produtos americanos”.

CapitalismoA Casa Morgan financiou metade do esforço de guerra dos EUA, enquanto recebia comissões para contratar fornecedores como a GE, a DuPont, a US Steel, a Kennecott e a ASARCO. Todos eles eram clientes Morgan.

A Morgan também financiou a Guerra britânica dos Bóeres na África do Sul e a Guerra Franco-Prussiana. A Conferência de Paz de Paris, em 1919, foi presidida por Morgan, que liderou os esforços de reconstrução tanto dos alemães quanto dos aliados.

Na década de 1930 reapareceu o populismo na América depois que o Goldman Sachs, o Lehman Bank e outros terem beneficiado da Queda da Bolsa de 1929.

O presidente da Comissão Bancária do Congresso, Louis McFadden (Democrata de NY) disse sobre a Grande Depressão: “Não foi um acidente. Foi uma ocorrência cuidadosamente planejada… Os banqueiros internacionais pensaram criar uma situação de desespero aqui para poderem surgir como dominadores de todos nós”.

O senador democrata Gerald Nye, em 1936, presidiu a uma investigação sobre munições. Nye concluiu que a Casa de Morgan tinha feito os EUA mergulharem na I Guerra Mundial para proteger empréstimos e criar uma explosão na indústria de armamento.

Nye produziu mais tarde um documento intitulado The Next War, que se referia cinicamente à “fraude contra a velha deusa da democracia”, através da qual o Japão podia ser utilizado para atrair os EUA para a II Guerra Mundial.

Em 1937, o secretário do Interior, Harold Ickes, alertou para a influência das “60 Famílias da América”. O historiador Ferdinand Lundberg posteriormente escreveu um livro exatamente com o mesmo título. O juiz do Supremo Tribunal, William O. Douglas, condenou, “a influência de Morgan… a mais perniciosa na indústria e na finança de hoje”.

Jack Morgan respondeu empurrando os EUA para a II Guerra Mundial.

Morgan tinha estreitas relações com as famílias Iwasaki e Dan – dois dos clãs mais ricos do Japão – que são donos da Mitsubishi e da Mitsui, respectivamente, visto que estas empresas saíram dos xogunatos do século XVII. Quando o Japão invadiu a Mandchuria, chacinando camponeses chineses em Nanking, Morgan minimizou o incidente.

Morgan também tinha relações estreitas com o fascista italiano Benito Mussolini, enquanto que o nazista alemão Dr. Hjalmer Schacht foi uma ligação do Morgan Bank durante a II Guerra Mundial.

Depois da guerra, representantes do Morgan encontraram-se com Schacht no Banco de Compensações Internacionais (BIS) em Basileia, na Suíça.

Capitalismo Selvagem

 

A CASA DE ROCKEFELLER 

O BIS é o banco mais poderoso do mundo, um banco central global das Oito Famílias que controlam os bancos centrais privados de quase todos os países ocidentais e em desenvolvimento.

O primeiro presidente do BIS foi o banqueiro Gates McGarrah de Rockefeller – funcionário do Chase Manhattan e do Federal Reserve. McGarrah era avô do antigo director da CIA, Richard Helms.

Os Rockefeller – tal como os Morgan – tinham estreitas ligações com Londres. David Icke escreve em Children of the Matrix, que os Rockefeller e os Morgan eram apenas ‘mandaretes’ dos Rothschild europeus.

O BIS é propriedade do Federal Reserve, do Banco de Inglaterra, do Banco da Itália, do Banco do Canadá, do Banco Nacional Suíço, do Banco da Holanda, do Bundesbank e do Banco da França.

O historiador Carroll Quigley escreveu no seu livro épico Tragedy and Hope  que o BIS foi produto de um plano, “para criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos privadas capaz de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo no seu todo… para ser controlado de modo feudal pelos bancos centrais mundiais, atuando concertadamente através de acordos secretos”.

Crise econômica mundialO governo dos EUA tinha uma desconfiança histórica com o BIS, e esforçou-se em vão pela sua destruição na Conferência Bretton Woods em 1944, após a II Guerra Mundial.

Pelo contrário, o poder das Oito Famílias saiu reforçado, com a criação em Bretton Woods do FMI e do Banco Mundial. O Federal Reserve dos EUA só adquiriu ações no BIS em Setembro de 1994.

O BIS detém pelo menos 10% das reservas monetárias de pelo menos 80 bancos centrais mundiais, do FMI e de outras instituições multilaterais. Funciona como agente financeiro de acordos internacionais, reúne informações sobre a economia global e serve de prestamista de último recurso para impedir um colapso financeiro global.

O BIS promove um programa capitalista-fascista de monopólio.

Concedeu um empréstimo a curto prazo à Hungria nos anos 90 para garantir a privatização da economia daquele país. Serviu de canal para as Oito Famílias financiarem Adolf Hitler – dirigido por J. Henry Schroeder, dos Warburg, e pelo Banco Mendelsohn, de Amesterdã.

Muitos investigadores afirmam que o BIS está no centro da lavagem de dinheiro da droga global.

Não é por acaso que o BIS tem a sua sede na Suíça, esconderijo preferido para a riqueza da aristocracia global e sede da Loja Alpina P-2 da Maçonaria italiana e da Internacional Nazi.

Outras instituições que as Oito Famílias controlam incluem o Fórum Econômico Mundial, a Conferência Monetária Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

Bretton Woods foi uma bênção para as Oito Famílias. O FMI e o Banco Mundial foram fundamentais para esta “nova ordem mundial”.

Bancos e Petróleo

Em 1944, as primeiras ações do Banco Mundial foram lançadas por Morgan Stanley e First Boston. A família francesa Lazard passou a estar mais envolvida nos interesses da Casa de Morgan.

Os Lazard Frères – o maior banco de investimentos da França – é propriedade das famílias Lazard e David-Weill – descendentes dos antigos banqueiros genoveses representados por Michelle Davive. Um recente presidente e diretor executivo do Citigroup foi Sanford Weill.

Em 1968 a Morgan Guaranty lançou o Euro-Clear, um banco de compensação com sede em Bruxelas, para valores em eurodólares. Foi a primeira experiência automatizada do gênero. Houve quem chamasse o Euro-Clear de “A Besta”.

Bruxelas é a sede do novo Banco Central Europeu e da NATO.

Em 1973, funcionários do Morgan reuniram-se secretamente nas Bermudas para ressuscitar ilegalmente a velha Casa de Morgan, vinte anos antes da revogação da Lei Glass Steagal.

Morgan e os Rockefeller apoiaram financeiramente a Merrill Lynch, atirando-a para o grupo dos 5 Grandes da banca de investimentos norte-americana. Merrill faz atualmente parte do Bank of America.

John D. Rockefeller utilizou a sua riqueza petrolífera para comprar a Equitable Trust, que tinha absorvido vários grandes bancos e empresas nos anos 20.

A Grande Depressão ajudou a consolidar o poder de Rockefeller. O seu Chase Bank fundiu-se com o Manhattan Bank de Kuhn Loeb para formar o Chase Manhattan, consolidando uma antiga relação familiar.

Os Kuhn-Loeb tinham financiado – juntamente com os Rothschild – a tentativa de Rockefeller para ser o rei do petróleo. O National City Bank de Cleveland forneceu a John D. o dinheiro necessário para entrar nesta monopolização da indústria petrolífera dos EUA.

O banco foi identificado nas auditorias do Congresso como uma das três instituições financeiras de propriedade dos Rothschild nos EUA durante a década de 1870, quando Rockefeller começou por incorporar a Standard Oil de Ohio.

Justiça e LiberdadeUm dos sócios de Rockefeller na Standard Oil era Edward Harkness, cuja família veio a controlar o Chemical Bank. Um outro era James Stillman, cuja família controlava o Manufacturers Hanover Trust. Estes dois bancos fundiram-se sob a égide de JP Morgan Chase.

Duas das filhas de James Stillman casaram-se com dois dos filhos de William Rockefeller. As duas famílias também controlam uma enorme fatia do Citigroup.

Na área dos seguros, os Rockefeller controlam o Metropolitan Life, a Equitable Life, a Prudential e a New York Life.

Os bancos Rockefeller controlam 25% do ativo dos 50 maiores bancos comerciais norte-americanos e 30% do ativo das 50 maiores companhias de seguros.

As companhias de seguros – a primeira nos EUA foi fundada por maçons através da Woodman’s of America – desempenham um papel chave na lavagem do dinheiro da droga nas Bermudas.

As empresas sob controle de Rockefeller incluem a Exxon Mobil, a Chevron Texaco, a BP Amoco, a Marathon Oil, a Freeport McMoran, a Quaker Oats, a ASARCO, a United, a Delta, a Northwest, a ITT, a International Harvester, a Xerox, a Boeing, a Westinghouse, a Hewlett-Packard, a Honeywell, a International Paper, a Pfizer, a Motorola, a Monsanto, a Union Carbide e a General Foods.

A Fundação Rockefeller tem ligações financeiras estreitas com as Fundações Ford e Carnegie.

Outras iniciativas filantrópicas da família incluem o Rockefeller Brothers Fund, o Instituto Rockefeller de Pesquisa Médica, o Conselho Geral da Educação, a Universidade Rockefeller e a Universidade de Chicago – que tem preparado um fluxo permanente de economistas neoliberais de extrema-direita como defensores do capital internacional, incluindo Milton Friedman.

A família possui o edifício Rockefeller Plaza, nº 30, onde todos os anos se ilumina a árvore de Natal nacional e o Rockefeller Center.

David Rockefeller foi fundamental na construção das torres do World Trade Center.

A principal casa da família Rockefeller é um deselegante complexo ao norte do estado de Nova York, conhecido por Pocantico Hills.

Também possuem um duplex de 32 quartos na 5ª Avenida em Manhattan, uma mansão em Washington, DC, o Rancho Monte Sacro na Venezuela, plantações de café no Equador, várias fazendas no Brasil, uma propriedade em Seal Harbour, no Maine e casas de férias nas Caraíbas, no Havaí e em Porto Rico.

Poder financeiro global

As famílias Dulles e Rockefeller são primas. Allen Dulles criou a CIA, deu assistência aos nazistas, encobriu o assassinato de Kennedy à Comissão Warren e fechou um acordo com a Irmandade Muçulmana para criar homens-bomba controlados psicologicamente.

O irmão John Foster Dulles presidiu as garantias falsificadas da Goldman Sachs antes da queda da Bolsa em 1929 e ajudou o irmão a derrubar governos no Irã e na Guatemala. Eram ambos membros da Skull & Bones, do Council on Foreign Relations (CFR) e maçons do 33º grau.

Os Rockefeller foram decisivos na formação do Clube de Roma, orientado para a redução da população mundial, na propriedade da família em Bellagio, Itália.

Criaram a Comissão Trilateral na sua propriedade Pocantico Hills. A família é um dos principais financiadores do movimento de eugenia que gerou Hitler, a clonagem humana e a atual obsessão pelo DNA na comunidade científica norte-americana.

John Rockefeller Jr. chefiou o Conselho da População até à sua morte. O seu filho homônimo é senador pela Virginia Ocidental. O irmão Winthrop Rockefeller foi vice-governador do Arcansas e continua a ser o homem mais poderoso daquele estado.

Crise do capitalismoNuma entrevista em Outubro de 1975 à revista Playboy,  o vice-presidente Nelson Rockefeller – que também foi governador de Nova York – articulou a perspectiva paternalista da sua família: “Acredito plenamente no planejamento – no campo econômico, social, político e militar, no mundo inteiro”.

Mas de todos os irmãos Rockefeller, foi David, o fundador da Comissão Trilateral (TC) e presidente do Chase Manhattan, quem levou a agenda fascista da família a uma escala global.

Defendeu o Xá do Irã, o regime apartheid da África do Sul e a junta chilena de Pinochet.

Foi o maior financiador do CFR, do TC e (durante a Guerra do Vietnam) da Comissão para uma Paz Efetiva e Duradoura na Ásia – um contrato de bonança para os que não estavam envolvidos no conflito.

Nixon convidou-o para secretário do Tesouro, mas Rockefeller recusou o cargo, sabendo que o seu poder era muito maior ao leme do Chase.

O autor Gary Allen escreve em The Rockefeller File que, em 1973, “David Rockefeller reuniu-se com 27 chefes de estado, incluindo os governantes da União Soviética e da China Vermelha”.

Após o golpe do Nugan Hand Bank e da CIA, de 1975, contra o primeiro-ministro australiano Gough Whitlam, o seu sucessor designado pela Coroa britânica, Malcolm Fraser, correu aos EUA, onde se encontrou com o presidente Gerald Ford depois de ter conferenciado com David Rockefeller.

[Fim da primeira parte]

* Dean Henderson, no Resistir, é autor de Big Oil & Their Bankers in the Persian Gulf ; Four Horsemen, Eight Families & Their Global Intelligence, Narcotics & Terror Network e The Grateful Unrich: Revolution in 50 Countries. Seu blog: http://deanhenderson.wordpress.com/

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* * *

O Chefe de Redação

 

 

11 comentários em “As oito famílias de banqueiros que controlam toda a riqueza mundial

  • 26 de julho de 2016 em 12:36
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    Quando a segunda parte estará disponível em português? Qual o link? Abs

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  • Pingback: Rico vai para Nova Zelândia mas prefere mesmo outro planeta

  • 14 de abril de 2012 em 09:35
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    E aqui no Brasil ainda tem a ‘famiglia’ WATERFALL, muito atuante, mais conhecida popularmente como CACHOEIRA…

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    • 14 de abril de 2012 em 16:13
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      KKKK!!! Boa! E também associada às famiglias Civita e Marinho em organizações criminosas midiáticas.

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  • 19 de novembro de 2011 em 16:01
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    Deixa eu dar também minha colaboração no assunto e sugerir a leitura da matéria abaixo pra gente compreender como se dá na atualidade o controle mundial pelos bancos. É pra ficar com os cabelos em pé:

    GOLDMAN SACHS: COMO CRIAR UMA CRISE E GOVERNAR O MUNDO

    Os políticos não mais governam o mundo. O Goldman Sachs é quem governa o mundo. A história pessoal dos que assumiram postos-chave no comando de vários países é exemplar, de jogo duplo, como as das personalidades e carreiras dos braços mundiais do Goldman Sachs.

    Empregados por uma firma estadunidense, eles orquestraram um dos maiores calotes já conhecidos, cujas consequências hoje estão sendo pagas pela população. Foram premiados com o timão da crise que eles produziram. (…)

    Completo aqui: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18998

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  • 30 de outubro de 2011 em 11:28
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    Pai do Céu! Foi a melhor leitura que já fiz sobre o assunto. Nós somos marionetes desse sistema. Isso tem que mudar um dia!

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  • 27 de julho de 2011 em 08:36
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    Artigo elucidativo, esclarecedor. Tratamento gráfico excelente.

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    • 28 de julho de 2011 em 19:03
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      Agradecido, amigo. Deu mesmo trabalho verter do português (complexo, para nós) utilizado em Portugal, além de pesquisar (e editar) tantas imagens para ilustrar o texto. Mas a recompensa veio com o seu comentário e o crescente número de cliques da galera repassando para as redes de relacionamento. A colaboração mútua, enfim, é que aquece a alma. Abs a todos os amigos.

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    • 22 de novembro de 2011 em 12:42
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      compartilho da mesma opinião.

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  • 11 de julho de 2011 em 15:17
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    Que teia mais bem tecida de aranhas gordas, hein? Como é que se escapa de um cerco dessa natureza? Parece o cenário de um filme de terror… em que nós somos a comida.

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