artesanato

objetos decoração acessórios bijuterias jóias cofres brindes

xadrez

tabuleiros peças criatividade jogos raciocínio inteligência

veículos

customização jeeps clássicos volantes manoplas reformas

inovação

criação design tecnologia matrizes protótipos projetos

webdesign

sites construção otimização conteúdos consultoria blogs

Início » artigos, charges & cartuns, informação

WikiLeaks revela o que há de podre nos intestinos do poder

Enviado por em 9 de dezembro de 2010 – 12:56Comente

WikiLeaks - Julian Assange is watching you - humor

Hackers pró-WikiLeaks atacam empresas que cedem a pressões dos EUA

Com a prisão do criador do WikiLeaks, Julian Assange, na última terça-feira (07/12), um ‘exército’ de hackers voluntários iniciou o que alguns estão chamando de ‘cyber-guerra’ em defesa do site, bloqueando endereços na internet que de alguma forma prejudicaram o australiano. Empresas de cartões de crédito, bancos e até a ex-candidata a vice-presidência dos Estados Unidos Sarah Palin, tiveram seus websites atacados pelo grupo autointitulado “Anonymous”, que prometeu continuar com as ações nas próximas semanas.

Na quarta-feira (08/12), um rapaz identificado como membro do “Anonymous”, que usou o pseudônimo “Sangue Frio”, afirmou em entrevista à rádio da BBC que a campanha em defesa a Assange não irá acabar tão cedo: “Essa campanha não terminou. Ela continua forte. Esses ataques virarão uma guerra, mas não uma guerra convencional, mas uma pela informação. Tentamos manter a internet livre e aberta para todos, assim como foi até agora”, disse o hacker de 22 anos.

Twitter e Facebook na alça de mira

De acordo com tweets de apoiadores do WikiLeaks no Twitter, os próximos alvos seriam a própria rede social e o Facebook, que cancelaram as contas utilizadas para coordenar os ataques do grupo hacker.

O site da empresa de cartões de crédito MasterCard permaneceu fora do ar durante toda a quarta-feira. A Mastercard afirmou que os ataques não afetaram o sistema de pagamentos, mas segundo a rede britânica BBC, clientes de pelo menos uma companhia disseram ter enfrentado uma queda completa do sistema. A empresa, que não quis ter o nome revelado, afirmou que o serviço de autenticação de pagamentos online, conhecido como Mastercard’s SecureCode, deixou de funcionar.

O site da empresa Visa também foi bloqueado, porém, às 22h30 de quarta-feira, o website da Visa já tinha voltado ao ar.  De acordo com a empresa, não foram registrados problemas para a efetuação de pagamentos.

Durante a semana, a Visa e a MasterCard afirmaram que deixariam de processar os pagamentos para o WikiLeaks, ainda que não tenham dado uma explicação detalhada para sua decisão.

Um porta-voz da Visa Europe disse que as organizações podem receber recursos por meio da Visa sempre e quando sejam legais e não rompam as regras de operação da empresa.

O website de pagamentos indiretos PayPal também suspendeu a conta por meio da qual o WikiLeaks recebia doações – confessadamente por “intervenção do Departamento de Estado dos EUA” -, e chegou a sair do ar por 11 horas.

Sarah Palin derrubada

E não somente empresas tornaram-se alvos do “Anonymous”. O site SarahPAC (comitê de ações políticas da ex-candidata conservadora Sarah Palin) foi derrubado pelos hackers na noite de quarta-feira.

Outros supostos ataques de hackers bloquearam o site da promotoria sueca e o do advogado responsável pelas alegações de crimes sexuais cometidos por Assange, disseram autoridades nesta quarta-feira. A promotora, cujo mandado de prisão resultou na decisão de um tribunal britânico, na terça-feira, de manter Assange detido, disse que havia informado a polícia sobre o ataque.

“É claro, é fácil pensar que há uma ligação com o WikiLeaks, mas não podemos confirmar isso”, disse Fredrik Berg, editor do site da promotoria.

Os hackers provocaram também o fechamento durante várias horas do site do governo da Suécia. Segundo o jornal Aftonbladet, o portal oficial “regeringen.se” ficou fora do ar durante várias horas, na noite de quarta para quinta-feira. Pela manhã, o portal funcionava normalmente.

Reação em defesa do WikiLeaks

A empresa que processa pagamentos para o WikiLeaks disse que pretende processar a Visa e a MasterCard pela negativa delas em processar doações do site, que tem como meta vazar documentos secretos.

O diretor-geral da empresa islandesa DataCell, Andreas Fink, disse que buscará uma compensação pelos danos provocados. “É difícil acreditar que uma empresa tão grande como a Visa possa tomar uma decisão política”, disse Fink por telefone, falando da Suíça, à Agência Estado. Em um comunicado anterior, sua empresa defendeu o site e disse: “É simplesmente ridículo pensar que o WikiLeaks cometeu um crime.”

Informações do Opera Mundi e charge no All Voices

Comente!

Adicione um comentário abaixo, ou trackback para o seu site. Você pode também inscrever-se para esse comentário via RSS.

Seja elegante. Mantenha-se dentro do assunto, não escreva tudo em maiúsculas e, claro, sem Spam.

(necessário)