Vício de apostas em jogos de azar também se aprende na escola

Máquinas caça-níqueis para crianças

PEDAGOGIA EM JOGO

A Cachaça da Happy Hour

Londres, como se sabe, é considerada a capital mundial da jogatina. Em suas famosas bolsas de apostas não há limites para o azar — arrisca-se desde palpites sobre competições esportivas até outras bizarrices, as mais variadas, como a data em que a rainha vai bater as botas.

Só que agora estourou na imprensa britânica uma polêmica pedagógica com ares de escândalo.

O lobby da indústria dos jogos de azar do Reino Unido aconselhou entidades oficiais que crianças a partir de 12 anos sejam ensinadas, já na escola, a apostar.

Segundo a recomendação, os estudantes devem aprender a jogar em máquinas caça-níqueis, dados e apostar em corridas de cavalos, cães e equipes de esportes.

O argumento nada sutil é que, com isso, as crianças vão melhorar o raciocínio e o desempenho em matemática, por exemplo, aprendendo a calcular as probabilidades das apostas.

Sem a menor desfaçatez, a proposta mafiosa ganhou o apoio do governo conservador.

“Isso é algo que não deve ser deixado ao acaso. Com a ascensão dos jogos de azar online, existe claramente uma necessidade para as crianças e os jovens de serem bem aconselhados”, justificou o secretário de Estado para Colégios do governo britânico, Stephen Twigg.

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Blog da Nívia de Oliveira Castro

Um comentário em “Vício de apostas em jogos de azar também se aprende na escola

  • 3 de dezembro de 2011 em 19:33
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    e assim caminha a humanidade… na contramao da dignidade, pro fundo do buraco.

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