Venda de bicicletas supera a de automóveis na Europa em crise

PERNAS, PRA QUE TE QUERO? PRA PEDALAR

Bike com nécessaire

Enquanto o setor automobilístico continua bombando no Brasil, na Europa em permanente crise econômica a venda de carros não avança mais à toda velocidade como no século XX.

É certo que, por lá, o número de automóveis per capita era bem maior que aqui, mas os europeus estão deixando de trocar ou comprar veículos novos para, agora, investir em bicicletas.

Este ano, 10 países da União Europeia venderam mais bikes do que carros, a exemplo do que ocorria em países com estímulo intenso ao transporte de duas rodas, como a Holanda e a Dinamarca.

A lista atual inclui a Alemanha, sede de empresas como Volkswagen e Mercedes-Benz, e também alguns países com muitas ladeiras, fortemente afetados pela recessão, como Portugal e Grécia.

A maior diferença é do chuvoso Reino Unido, que em 2011 vendeu 3,58 milhões de bicicletas, enquanto a indústria automobilística colocou 2,24 milhões de novas unidades nas ruas.

Várias pesquisas feitas recentemente apontam para uma tendência mundial de abandono de uso de automóveis em trajetos urbanos em busca de outros meios de transporte mais econômicos.

Entre as vantagens da bicicleta estão a facilidade de armazenamento, baixo preço, maior contato com o ambiente e com outras pessoas, ao mesmo tempo em que é um meio de transporte individual, além de proporcionar exercícios físicos de baixo impacto.

Cada vez mais prefeituras optam por oferecer sistemas de compartilhamento de bicicletas pelo mundo, como o Bike Sampa e Bike Rio, aqui no Brasil, a Barclays Cycle Hire, em Londres, a Velib, em Paris, e o recente Citi Bike, em Nova York.

Somando às ciclovias pulverizadas pelos grandes centros urbanos europeus, estão à disposição das pessoas atualmente 70 mil km de ciclovias intermunicipais, estimulando o turismo ciclístico pela Europa.

Hoje, é possível ir da da Itália até o norte da Noruega pedalando por faixas exclusivas para ciclistas, que passam por florestas, margeiam lagos e cortam cidades agrárias no interior do continente.

O futuro, ao que tudo indica, é cada vez mais sobre duas rodas.

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