Um novo jeito de remover as cracas que agarram nos cascos

PERIGO PARA BARCOS E ANIMAIS MARINHOS

Limpeza de casco de barco

Do blog ECOnsciência

Quem frequenta recantos de praias conhece muito bem as cracas, que costumam dar aspereza às rochas no litoral e até causar ferimentos. Esse pequeno crustáceo marinho logo após o nascimento prende-se a um suporte e passa ali o resto da sua vida.

Só que o animal pode se transformar numa “praga” que agarra — graças a uma substância calcárea que ele segrega e que funciona como uma espécie de “cimento” — ao casco de uma embarcação, à carapaça de uma tartaruga ou a um pilar de cais.

E aí é que mora o incômodo perigo. Para retirar o intruso grudento, usa-se dos mais variados artifícios, como raspagem, produtos químicos, tintas especiais e até métodos rudimentares, como o fogo (veja na imagem abaixo).

Mas há maneiras mais inteligentes de tratar o problema. Por exemplo: quando queremos afastar um inseto que pousa em nossa pele, usamos as mãos. Simples assim.

TREMELIQUES

Já os cavalos não conseguem fazer o mesmo e, como muitas moscas pousam fora do alcance do seu rabo, eles desenvolveram uma capacidade de mexer rapidamente a pele, livrando-se das visitas inoportunas.

Agora, os engenheiros acabam de desenvolver um sistema similar para navios, um revestimento capaz de se “sacudir” ligeiramente. Agitando-se em nível microscópico, é possível livrar-se das incômodas cracas e outros organismos que infestam os cascos das embarcações.

“Nós desenvolvemos um material que se ‘enruga’, alterando sua superfície em resposta a um estímulo, seja um estiramento, uma pressão ou eletricidade aplicada externamente,” disse Xuanhe Zhao, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

Manutenção de cascos de embarcações

CRACAS

Os pesquisadores demonstraram a capacidade do material em se deformar, mediante a aplicação de uma corrente elétrica, fazendo testes em água marinha.

O resultado é um melhoramento em relação a uma criação anterior da mesma equipe, que desenvolveu um plástico morfológico que muda de textura conforme a necessidade.

Eles avaliaram o impacto do novo revestimento sobre a capacidade de fixação de microrganismos e seu desenvolvimento, principalmente as cracas.

Esses pequenos crustáceos grudam no casco dos navios, aumentando o arrasto e o consumo de combustível, além de bloquear os sensores subaquáticos das embarcações.

REMOÇÃO DE BACTÉRIAS

O material, que pode ser aplicado como uma tinta, move-se em nível microscópico, livrando-se não apenas de organismos marinhos, mas até mesmo de bactérias.

Isso torna o revestimento promissor também para a área de saúde, já que ele pode impedir a formação dos biofilmes, colônias de bactérias difíceis de eliminar pelos métodos tradicionais, e que podem representar problemas em hospitais e em instalações de purificação de água.

Com os bons resultados obtidos, os pesquisadores planejam agora desenvolver o material de forma a dar-lhe resistência para operar em condições reais.

Com Inovação Tecnológica

Deixe um comentário simpático neste artigo: