TV Globo tenta se salvar com ’emergentes’ da nova classe média

TV Globo - Audiência

TV GLOBO LADEIRA ABAIXO

O Chefe de Redação

A dança das cadeiras que os gênios do jornalismo da Globo promovem nos telejornais matinais e vespertinos da emissora tem dois motivos: tentar (desesperadamente) estancar a perda de participação dos programas em número de TVs ligadas (share) e, mais ainda, popularizar esses produtos de forma a atrair a agora cobiçada classe C.

Para tanto, os iluminados cismaram de achar que o problema será resolvido colocando na bancada o quebra-galhos Chico Pinheiro, cujo perfil é considerado mais popular, para suceder o pernóstico e embolorado Renato Machado, cada vez mais azedo como os vinhos importados que aprecia.

O problema é que “esqueceram” de tocar na ave de mau agouro chamada Miriam Leitão — a urubóloga, segundo Paulo Henrique Amorim –, que tem como missão aterrorizar todos os telespectadores pela manhã, mas que — o nosso santo é forte — também tem por hábito errar feio todos os seus prognósticos econômicos.

Seguindo em frente, também incluíram nas edições o comentarista policial Rodrigo Pimentel e passaram a priorizar pautas e notícias que atendam também ao interesse da população de baixa renda. Quer dizer, darão uma salpicada de sangue no noticiário.

O “Bom Dia Brasil” que Renato Machado ancorou nos últimos 15 anos era considerado elitista demais para o povão. Renato agora, como prêmio de consolação, está sendo despachado para exercer a função de correspondente da Globo em Londres, por coincidência capital do país que registra o maior consumo per capita de vinhos no mundo — não, não é o scotch, desse os japoneses dão conta direitinho.

Levantamento de audiência desde 2003 mostra que esse telejornal estagnou em Ibope, mas perdeu mais de uma em cada cinco TVs ligadas nesse mesmo período. Ou seja, um em cada cinco domicílios parou de assistir ao jornal matinal da Globo, que é exibido em rede nacional.

A mobilização da Globo se deve ao fato de que, a despeito do share cair, o número de TVs ligadas aumentou mais de 50% entre 2003 e 2011 — de 16% para 24%.

Como já ficou demonstrado em outras alterações pelos mesmos motivos, como as promovidas no dominical Fantástico, é tido como impossível que a Globo consiga reverter o processo de declínio que atinge toda a sua programação. O problema não é cosmético e nem de conjuntura, é estrutural.

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O Chefe de Redação

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