Telescópio capta misteriosos sinais de rádio vindos do espaço

FONTE PRÓXIMA À CONSTELAÇÃO DE AQUÁRIO

Mistério extraterrestre

Muita gente já antecipou suas próprias conclusões, especulando sobre a possibilidade de que o sinal seja alguma forma de comunicação de uma civilização alienígena. Calma com o andor.

Tudo começou em 2007, quando os astrônomos detectaram um estranho pulso de ondas de rádio vindo do espaço. Aí começou a encrenca para descobrir qual seria a origem do fenômeno.

Agora, uma equipe internacional de pesquisadores acha que está a um passo de resolver este mistério, após ter capturado pela primeira vez um desses estranhos pulsos em tempo real.

“Este é um grande avanço“, diz Duncan Lorimer, astrofísico da Universidade da Virgínia do Oeste, em Morgantown, EUA, que era membro da equipe que descobriu o primeiro pulso de rádio.

Uma simulação do telescópio Parkes, em New South Wales, Austrália, captou um pulso rápido de rádio no exato momento em que ele ocorria.

CHEGANDO PERTO

As observações sugeriram que eles vêm de uma fonte próxima à constelação Aquário, a aproximadamente 5,5 bilhões de anos luz de distância, e passou através de um campo magnético.

Doze outros telescópios, em solo e no espaço, conduziram observações subsequentes em outros comprimentos de onda, inclusive em infravermelho, ultravioleta, raio-X e luz visível.

Nenhum destes telescópios, entretanto, observou um ‘afterglow‘, que permitiria a equipe apontar mais precisamente a fonte do pulso.

“O pulso poderia ter carregado tanta energia em poucos milisegundos, quanto o Sol num dia inteiro“, disse Mansi Kasliwal, astrofísico do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington D.C.

“Mas o fato de não termos visto luz em outros comprimentos de onda elimina um número de fenômenos astronômicos que são associados com eventos violentos, tais como pulsos de raios gama de estrelas que explodem e supernovas”.

ARMADILHA PREPARADA

Uma teoria que ainda está sendo examinada é a de que os pulsos ocorram como resultado de uma estrela de neutrônio que tenha entrado em colapso para dentro de um buraco negro.

Os pesquisadores esperam maiores observações dos pulsos cósmicos que ajudem a encontrar a fonte de uma vez por todas.

“Preparamos uma armadilha“, disse Emily Petroff, aluna de PhD da Universidade de Tecnologia Swinburne, na Austrália. “Agora, somente temos que esperar até que outro pulso caia nela.”

As descobertas foram publicadas online no dia 19 de janeiro, no Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

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