Sex & Zen – Extremo Êxtase em 3D lota os cinemas na China

Comédia erótica em 3D

A PONTE AÉREA DO VOYEURISMO

Filme erótico em 3D bate recorde de bilheteria em Hong Kong. Remake de uma produção de 1991, “Sex and Zen” faturou mais na estreia do que “Avatar”.

O Chefe de Redação

É algo parecido com o frisson que aconteceu aqui no Brasil quando caiu a censura imposta pela ditadura militar. Foi uma corrida louca aos cinemas, lá no início da década de 80, ao entrar em cartaz com pelo menos 10 anos de atraso o filme Garganta Profunda (Deep Throat), estrelado por Linda Lovelace.

Agora no Oriente conservador a cena se repete: uma simples comédia erótica em 3D surpreende e assume a liderança das bilheterias em Hong Kong, superando o recorde de estreia estabelecido pelo blockbuster americano “Avatar”.

O filme Sex and Zen: Extreme Ecstasy faturou o equivalente a R$ 564 mil em seu primeiro dia de exibição, na semana passada, em comparação com os R$ 533 mil arrecadados por “Avatar”.

Somente nos seus cinco primeiros dias em cartaz, Sex and Zen registrou um total de R$ 3,45 milhões, em parte porque muitos chineses do continente – onde o filme não está em exibição – viajaram a Hong Kong para assisti-lo.

Filme erótico em 3D

A comédia, remake de um filme de Hong Kong de 1991, é ambientada na China antiga e conta a história de um acadêmico sexualmente frustrado que vai parar no harém de um duque de quem fica amigo.

A produção cantonesa é estrelada por atores pornôs japoneses e por uma atriz de Hong Kong. O filme também fez sucesso em Taiwan e se tornou o filme em idioma chinês mais visto no ano até agora na província, disse o produtor Stephen Shiu.

CENSURA

Como a China não tem um sistema de classificação etária para os filmes — permitindo que espectadores de qualquer idade assistam a qualquer filme –, o país proíbe conteúdo erótico em seus cinemas.

Hong Kong escapa da censura. Não é a primeira vez que espectadores do continente viajam à ilha para assistir a filmes proibidos: muitos já haviam feito o trajeto para ver o filme “Desejo e Perigo”, em 2007, do premiado diretor taiwanês Ang Lee.

Das agências e daqui

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O Chefe de Redação

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