Rio de Janeiro é a primeira cidade a reciclar tampinhas de metal

SURFANDO NA ONDA ECOLÓGICA CARIOCA

Ecotampas

O Rio de Janeiro foi a primeira cidade do mundo a reciclar as tampinhas de metal usadas para vedar garrafas de cervejas e refrigerantes.

O projeto piloto Onda Carioca começou nos quiosques da orla marítima da Zona Sul e rapidamente se espalhou por outros espaços turísticos.

Há seis meses, recebeu o apoio permanente do MetrôRio: todas as estações ganharam coletores (feitos de lona reciclada) e agora a ONG apresenta o primeiro balanço dessa parceria.

Foram recolhidas 8.198 tampinhas. No ranking das estações que mais arrecadaram, Cantagalo (em Copacabana), em primeiro lugar, seguida de Central do Brasil e Largo do Machado.

De acordo com a Comlurb, a companhia de limpeza urbana, apenas 2,06% das 51.781 toneladas/mês de material reciclável de todo o município são coletados para fins de reciclagem.

Diante de um assunto tão importante para qualidade de vida dos cariocas e imagem da cidade, reciclar passou a ser a palavra de ordem.

Ecotampas

Só que a Onda Carioca, em vez de pet ou latinha, optou por reciclar rolhas metálicas, as popularmente conhecidas tampinhas de garrafa.

É um resíduo gerado em quantidades monumentais e que sempre estiveram fora do radar da reciclagem. As cooperativas não catam tampinhas porque economicamente não vale a pena.

“A Onda conseguiu transformar esse lixo em luxo e o mais importante: enxergar aí uma oportunidade de alavancar a reciclagem desse material”, afirma Júlio Costa, Fundador da Onda Carioca e idealizador do projeto, que começou em 2011.

Imagens de paisagens e logomarcas são cobertas por resina transparente no fundo das tampinhas, que são então transformadas em artesanato no formato de broches (buttons) e imãs de geladeira.

Em 2011, a ONG comercializou 1 mil Ecotampas. Já em 2012, esse número saltou para dez mil, com direito a broche oficial da Rio+20 e da Rio2016, estes distribuídos durante as Olimpíadas de Londres.

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