Repúdio à discriminação impede a expulsão de Geysi

Unitaliban
A Universidade Bandeirante de São Paulo foi obrigada a rever a expulsão da aluna Geisy Arruda, de 20 anos, que foi perseguida e xingada no campus por cerca de 700 estudantes enlouquecidos, apenas por vestir uma saia um pouco mais curta. O Ministério da Educação ameaçou notificar a Uniban para que explicasse a decisão.

A ministra Nilcéa Freire foi enfática na condenação à atitude arbitrária da instituição de ensino superior e avisou que, de todas as formas, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres também cobrará explicações.

No começo da noite desta segunda-feira, 9, estudantes realizaram uma manifestação em frente ao campus da Uniban, em São Bernardo do Campo (SP), onde Geisy estuda e teve os problemas no final do mês passado. Os protestos deram continuidade às reações muito negativas que começaram no fim de semana.

A expulsão da estudante foi divulgada por de meio anúncios pagos na edição de domingo de grandes jornais de São Paulo. “Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar”, alegou em nota a Uniban. A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi apenas uma “reação coletiva de defesa do ambiente escolar”.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) condenou de imediato a medida e informou que tentaria conseguir uma bolsa de estudos para a estudante em outra instituição. Ainda ontem, 8, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), classificou de absoluta intolerância e discriminação a decisão da Uniban. Hoje, o Ministério da Educação e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também cobraram explicações e manifestaram estar preocupados com a expulsão da aluna.

Diante da repercussão e da gravidade do caso, o Ministério Público Federal em São Paulo informou que abriria um inquérito para apurar o caso. “O que se espera de uma universidade é que ela tenha condições de formar cidadãos.

No presente caso, é bastante preocupante a postura da Uniban, que pode indicar que ela não está preocupada com essa formação integral. Além disso, aparentemente, a vítima foi transformada em culpada sem que tivesse a condição de expor a sua versão dos fatos”, advertiu o MPF, por meio de nota.

Via Agência Brasil

9 comentários em “Repúdio à discriminação impede a expulsão de Geysi

  • 13 de dezembro de 2009 em 07:51
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    Tudo isso nunca passou de uma armação do PIG para passar à sociedade uma visão de que o governo Lula está enchendo as universidades privadas com um bando de tontos pagos pelo ProUni. Cadê que o PIG fala que os alunos do ProUni são os que sempre tiram as maiores notas. Desde quando o MEC teve um programa com regra tão séria que faz com que o aluno perca a bolsa por qualquer reprovação?
    Se eles conseguem usar pessoas para destruirem coisas fabulosas que Lula fez. apegando-se ao caso de uma garota apenas e que nem chegaram sequer rasgar um naco do vestido dela, imagine o que não podem colocar na cabeça para falar contra Lula. Daqui a pouco vão começar a achar que houve algums dinheiro envolvido nessa fantasia que eles chamam de mensalão do PT. Quando todo mundo já sabe que Valério foi colocado dentro do petismo pelo pessoal da oposição só para destruir a ética petista. Não existe quem seja ético em lugar nenhum do mundo, veja o caso Arruda, que resista quando há milhões em jogo. Se o petismo passasse o resto da vida dependendo da mixaria dos seus seguidores, quase todos sempre de salário mínimo, como até hoje são, e da venda de brochinho, nunca teria ganho nada e hoje não teríamos um dos governos que mais tem ajudado os pobres em todo mundo e em todos os tempos.

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  • 13 de novembro de 2009 em 21:17
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    UMA BURCA PARA GEYSI

    Por Miguezim de Princesa

    I
    Quando Geisy apareceu
    Balançando o mucumbú
    Na Faculdade Uniban,
    Foi o maior sururú:
    Teve reza e ladainha;
    Não sabia que uma calcinha
    Causava tanto rebú.

    II
    Trajava um mini-vestido,
    Arrochado e cor de rosa;
    Perfumada de extrato,
    Toda ancha e toda prosa,
    Pensou que estava abafando
    E ia ter rapaz gritando:
    “Arrocha a tampa, gostosa!”

    III
    Mas a Geisy se enganou,
    O paulista é acanhado:
    Quando vê lance de perna,
    Fica logo indignado.
    Os motivos eu não sei,
    Mas pra passeata gay
    Vai todo mundo animado!

    IV
    Ainda na escadaria,
    Só se ouvia a estudantada
    Dando urros, dando gritos,
    Colérica e indignada
    Como quem vai para a luta,
    Chamando-a de prostituta
    E de mulherzinha safada.

    V
    Geisy ficou acuada,
    Num canto, triste a chorar,
    Procurou um agasalho
    Para cobrir o lugar,
    Quando um rapaz inocente
    Disse: “oh, troço mais indecente,
    Acho que vou desmaiar!”

    VI
    A Faculdade Uniban,
    Que está em último lugar
    Nas provas que o MEC faz,
    Quis logo se destacar:
    Decidiu no mesmo instante
    Expulsar a estudante
    Do seu quadro regular.

    VII
    Totalmente escorraçada,
    Sem ter mais onde estudar,
    Geisy precisa de ajuda
    Para a vida retomar.
    Mas na novela das oito
    É um tal de molhar biscoito
    E ninguém pra reclamar.

    VIII
    O fato repercutiu
    De Paris até Omã.
    Soube que Ahmadinejad
    Festejou lá no Irã.
    Foi uma festa de arromba
    Com direito a carro-bomba
    Da milícia Talibã.

    IX
    E o rico Osama Bin Laden,
    Agradecendo a Alá,
    Nas montanhas cazaquistãs
    Onde foi se homiziar
    Com uma cigana turca,
    Mandou fazer uma burca
    Pra brasileira usar.

    X
    Fica para Geisy a lição
    Desse poeta matuto:
    Proteja seu bom guardado
    Da cólera dos impolutos.
    Guarde bem o tacacá
    E só resolva mostrar
    A quem gosta do produto.

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  • 10 de novembro de 2009 em 12:16
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    Se a facul tivesse dado apoio à garota desde o começo, teria sido a melhor propaganda que podia ter feito.
    Mas não, foram a favor dos brucutus e depoiis da prensa do governo federal (porque o estadual si omitiu como sempre) tiveram de voltar à trás.
    Acabaram queimando o proprio filme e ficando ruim na foto.
    Muita burrice, concorda? Kelly Kristina (de Santos)

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  • 10 de novembro de 2009 em 08:29
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    Os dois lados da moeda:

    “Ela me pareceu bastante tonta, ou até mesmo sonsa – não posso julgar porque não a conheço pessoalmente. A impressão é a de que queria escandalizar. Porém, se essas manifestações de massa enlouquecidas não são barradas e punidas, as pessoas entendem que estão autorizadas e a barbárie tende a se repetir”.

    Maria Rita Kehl, Psicanalista, no Terra Magazine.

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  • 10 de novembro de 2009 em 07:42
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    No meu tempo de faculdade, lá no início dos anos 70, todas as colegas usavam mini-saia, só que eram mini-saias de verdade, curtinhas mesmo, muito menores do que a dessa menina. As mulheres estavam ainda começando a gloriosa “liberação sexual”.Só que ninguém se espantava com nada e achava a coisa mais natural do mundo. E olha que estávamos em pleno tempoo de ditadura e repressão pesada, que atingiam os costumes em geral. Enfim, e pensar que hoje em dia alguns “jovens” me chamam de velho, careta e ultrapassado… Eu???

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  • 9 de novembro de 2009 em 23:04
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    Pelo visto não foi só a Geysi que teve mais do que 15 minutos de fama. A UNE saiu da sua inercia paga pelos cofre governamentais, O MEC deu o ar de sua graça, O MPF, a SPM e a OAB.
    Sem esse acontecimentoi vejo na minha faculdade alunas semi vestidas. Em breve em nome da tolerância absoluta ao uso de pouca roupa não sei como as minhas coleguinhas se comportarão!… Mas as pobrezinhas serão semi-vestidas anônimas e não terão seus 15 minustos de fama.

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  • 9 de novembro de 2009 em 23:00
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    Lamento, Mary, mas quando os fascistas botam as unhas de fora a gente não pode se omitir nem ficar quieta sob pena de acabar na fogueira. Pois ouça direitinho que isso é do nosso interesse: pois o alexandre garcia (minúsculas de propósito)… é, aquele mesmo das organizações globo, defendeu com todas as letras a expulsão da menina, na transmissão local da rádio cbn, aqui no DF. Não acredita? Pois dê uma escutada nas barbaridades que são os argumentos desse demônio chauvinista. É abjeto, é nojento, é repugnante:

    http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-brasilia/MAIS-BRASILIA.htm

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