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Redes sociais Facebook e Twitter sob ameaça de bloqueio na Inglaterra

Enviado por em 12 de agosto de 2011 – 12:04Um comentário


Facebook e Twitter bloqueados

LIBERDADE CHAMUSCADA

O Chefe de Redação

Numa ação coordenada com o governo conservador inglês, a chamada grande imprensa insiste em criminalizar os protestos populares que explodiram na região de Londres. Nesta associação, tentam esconder o óbvio: que a reação violenta é uma resposta à falta de políticas públicas e à criminalização da juventude pobre, negra e marginalizada da Inglaterra.

Não foi por outra razão que aceitou de forma acrítica a perigosa intenção do primeiro-ministro britânico David Cameron de bloquear toda a comunicação de serviços de internet e telefonia móvel online, com o objetivo de combater a onda de distúrbios violentos ocorridos nos últimos dias em algumas das principais cidades do Reino Unido.

“Trabalhamos com a polícia, os serviços de inteligência e a indústria para avaliar se seria correto interromper a comunicação das pessoas via websites e serviços eletrônicos quando soubermos que eles estão conspirando para a violência, desordem e criminalidade”, ameaçou Cameron em uma sessão de emergência no Parlamento, ao desviar o foco sobre as reais motivações dos conflitos.

Esses bloqueios isolariam especialmente as redes sociais como Facebook e Twitter, além do dispositivo BBM (Blackberry Messenger), usado para comunicação em aparelhos da marca Blackberry, apontada como a ferramenta favorita dos manifestantes britânicos para coordenar as escaramuças.

Uma das razões de seu uso se deve ao fato de suas mensagens serem privadas e criptografadas.

Dessa forma, o governo conservador poderá abrir o precedente de implantar na Europa o mau exemplo de regimes autoritários em conflito diplomático e militar, como a Líbia e Síria, respectivamente.

Os dois países interromperam as mídias eletrônicas por diversas vezes por ocasião da onda de protestos para derrubar seus regimes. O Egito durante os últimos dias sob o tacão do ditador Hosni Mubarak, apeado do poder em fevereiro, também tentou se escorar com a mesma medida. Em vão, desmorou.

* * *

O Chefe de Redação


Um comentário »

  • Jimmy disse:

    Numa época em que o acesso à internet é defendido como um direito humano pela própria ONU, a ameaça soa autoritária e drástica. É um retrocesso que envergonha a tradição democrática do país.

    [Responder]

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