Recorde de novos empregos: comparação Lula x FHC

A melhor notícia da semana foi o recorde no número de empregos criados no País entre os meses de janeiro e março. Apenas neste trimestre o atual governo quase alcançou todo o estoque gerado pelo tucano FHC em seus 8 anos de mandato – cerca de 790 mil empregos.

É inacreditável, mas Lula poderá alcançar nada menos que 15 milhões de empregos com carteira assinada, quase 2.000% a mais que o seu antecessor.

Bem, mas a economia brasileira terminou o primeiro trimestre com a criação de 657.259 empregos com carteira assinada, o melhor resultado para o período desde 1992, quando teve início a atual série estatística do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Em março, foram registradas 266.415 novas vagas formais, o melhor desempenho para o mês. Agora em abril, então, vai bombar: pelo menos 360 mil felizardos.

O resultado do trimestre já representa mais de um quarto da meta do governo de criar 2 milhões de empregos com carteira assinada neste ano. A retomada dos empregos ocorre em função da necessidade de formação de estoques pelas empresas devido aos elevados níveis de consumo.

Parte desse crescimento pode ser explicado também pela recontratação de trabalhadores demitidos de forma precipitada pelas empresas, no ano passado, que embarcaram na canoa furada da crise financeira apregoada pela mídia e que, no fim das contas, não passou mesmo de uma marolinha aqui no Brasil.

Não custa lembrar, principalmente aos mais jovens, que há pouco mais de 10 anos os neoliberais tucanos garantiam que nunca mais haveria como elevar os níveis de emprego. Segundo eles, o desemprego era inevitável, pois seria o “efeito colateral” da chamada globalização da economia.

Tanto assim que em um seminário internacional sobre política de emprego e flexibilização das relações trabalhistas, ocorrido em abril de 1997, o então presidente FHC, resumiu esse ponto de vista com seu habitual e tortuoso vocabulário:

“Não adianta mais ficar lamentando um processo real. Ora, se isso é assim, nós nos países em desenvolvimento temos que prestar atenção a esses processos de globalização econômica e descobrir meios pelos quais se diminui, ao menos, esse processo [de desemprego]. E não é fácil. Mas existe isso, existem os que são, crescentemente, inempregáveis (sic). Não é que não tenham emprego. São inempregáveis, por um lado, pela falta de qualificação e, pelo outro lado, pelo desinteresse do setor produtivo mais avançado em empregá-las. São dispensáveis.”

Lula mostra agora que os neoliberais é que eram dispensáveis. E continuarão sendo inempregáveis se o povo brasileiro tiver juízo em outubro próximo.

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