Poema da Cachaça: mineira de alambique em verso e prosa


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A Cachaça da Happy Hour (em 06/09/2009)

POEMA DA CACHAÇA

Por Luiz Ângelo Vilela Tannus

A primeira queima a goela
Desce forte e vai rasgando
A segunda refestela
Desce fresca e deslizando…

Ela é muito apreciada
Desde os tempos do império
Rico toma ela velada
Pobre bebe sem mistério

Nas festas de gente boa
Quase não se fala nela
Mas na moita a tal patroa
É chegada na amarela

Não conheço um brasileiro
Mesmo cheio de chilique
Que ignore o santo cheiro
De uma pura de alambique

Tome pura ou com raiz
O importante é o ritual
De passar pelo nariz
Benza a Deus e desce o pau

A danada sempre agrada
Seja pura ou caipirinha
Dentre todas as destiladas
Aprecio a tal branquinha

O sabor que arde e queima
Tem aroma original
E apesar de tanta teima
É preferência nacional

Diz a lenda que a primeira
Foi Jesus quem produziu
O que reforça a velha crença
De que Deus é do Brasil

* * *

Blog da Nívia de Oliveira Castro

 

Um comentário em “Poema da Cachaça: mineira de alambique em verso e prosa

  • 23 de outubro de 2009 em 10:18
    Permalink

    ESSA POESIA FOI MUITO PROVIDENCIAL, AGORA POSSO TOMAR TODAS QUE MINHA MULHER JÁ DEIXA.
    HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA

    Resposta

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