Piora nível de gravidade da contaminação nuclear no Japão

Charge - radioatividade no Japão

DEMOROU

Do blog ECOnsciência

Só agora, depois de insistentes críticas e alertas de cientistas de todo o mundo, o governo do Japão passa a considerar a hipótese de elevar de 5 para 7 o nível de gravidade da crise nuclear na usina de Fukushima.

Este é o ponto mais alto para a medição de acidentes atômicos, igualando o desastre de 1986 no reator de Chernobyl, o pior da história.

A Comissão de Segurança Nuclear do governo estima que a quantidade de material radioativo que vazou dos reatores de Fukushima chegou ao máximo de 10.000 terabequerels por hora em um determinado ponto por diversas horas.

Este nível de contaminação caracteriza o vazamento como um “grande acidente”, de acordo com a escala internacional de intensidade Ines.

Há um mês o Japão reluta em elevar a classificação para acima do nível 5, o mesmo estabelecido no acidente de 1979 em Three Mile Island, nos EUA.

NOVO TERREMOTO

Um forte terremoto de 7,1 graus foi registrado nesta segunda-feira, 11, no nordeste do Japão, perto da central nuclear de Fukushima, exatamente um mês depois da catástrofe que provocou milhares de mortes.

As autoridades chegaram a emitir um alerta de tsunami, suspenso pouco depois.

Como precaução, os funcionários do complexo de Fukushima foram retirados da usina, e a energia elétrica do local foi cortada.

ISOLAMENTO

O Japão também expandiu, nesta segunda-feira, a zona de isolamento ao redor do complexo nuclear danificado pelo terremoto e pelo tsunami do mês passado devido ao alto nível de radiação acumulada, depois que uma série de réplicas do tremor voltaram a sacudir a região leste do país.

O governo anunciou mais cedo que, devido à contaminação por radiação, encorajaria as pessoas a deixar algumas áreas além da área de exclusão de 20 quilômetros da usina.

Crianças, grávidas e pacientes hospitalizados deverão ficar fora em algumas áreas a 20 ou 30 quilômetros do complexo nuclear.

Os novos planos de retirada visam garantir a segurança contra os riscos de morar lá por meio ano ou um ano. Todavia alguns cientistas já se referiram a um “inverno nuclear” de pelo menos 300 anos.

Das agências de notícias

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