Perigo elétrico que vem do céu: começa a temporada anual de raios

Raios

Este tipo de fenômeno atmosférico é particularmente intenso aqui no entorno da escaldante S. João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira. Portanto, fica o alerta.

RAIOS JÁ MATARAM 72 PESSOAS NO BRASIL EM 2010

Levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que, do início do ano até a primeira semana de novembro, pelo menos 72 pessoas morreram no país atingidas por raios. Nos 12 meses de 2009, 131 pessoas foram mortas devido às descargas elétricas.

O Brasil é atingido anualmente 57 milhões de descargas elétricas. De 2000 a 2009, o estado em que mais caíram raios, em média, por ano, foi o Amazonas (11 milhões), seguido pelo Pará (7, 3 milhões) e por Mato Grosso (6,8 milhões). No mesmo período, São Paulo registrou o maior número de mortes (230), seguido pelo Rio Grande do Sul (106) e por Minas Gerais (99).

Dados do Inpe indicam que a média de mortes ao ano provocadas por raios, entre 2000 e 2009, foi de 131. Noventa por cento dos óbitos ocorridos no país se deram em circunstâncias que poderiam ter sido evitadas se as pessoas tivessem mais informações e caso seguissem as recomendações de proteção.

Segundo o instituto, em dias de temporal, é prudente afastar-se de postes de iluminação, árvores, cercas de arame farpado e sair imediatamente da praia ou piscina ao menor indício de raios ou trovões. Deve-se evitar locais onde você seja o objeto mais alto em relação ao chão.

Também é prudente evitar falar ao telefone, principalmente os fixos com fio, pois o fio transporta a corrente elétrica de um raio. É sempre recomendável utilizar, dentro de casa, o telefone sem fio. Além disso, não é aconselhável usar o celular na rua quando houver raios. A interferência gerada por uma descarga próxima pode danificar o aparelho e causar leves queimaduras no rosto.

O Inpe alerta que o maior perigo é ficar em local descampado, como os campos de futebol, as pastagens, estradas, montanhas ou à beira de lagos. Procurar abrigo debaixo de árvores é um erro muito comum e pode ser fatal. Se não for possível entrar em uma residência, o melhor é ficar agachado no chão, com as mãos na nuca e os pés juntos.

Informação de utilidade aqui

2 comentários em “Perigo elétrico que vem do céu: começa a temporada anual de raios

  • 15 de novembro de 2010 em 23:10
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    Tem razão Nívia: a maior tempestade de raios que vi na vida (e olha que já “encarei” muitas) aconteceu há uns 14 anos justamente em Nepopó City. Na época eu morava lá no topo do Marimbondo, ao lado da pista do Aeroclube, uma vista espetacular. Foi quando, de repente, aconteceu ao anoitecer. Sem exagero, a coisa mais avassaladora e ao mesmo tempo espetacular que já presenciei. Os coriscos corriam na horizontal e pareciam “abraçar” a casa. O barulho ensurdecedor, me descobri no olho do furacão. Nem sei como o cafofo não caiu. Durou uma eterna meia hora e me sinto “energizado” até hoje, hehehe.

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    • 16 de novembro de 2010 em 06:39
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      Um amigo aviador já falecido, Márcio Giovani, costumava sobrevoar essa região da Zona da Mata nas rotas que fazia entre o Rio, BH e Anápolis. Tinha que passar constantemente por ali.
      Ele contava que podia observar bem, lá do alto, que as descargas elétricas estavam entre as mais violentas que já presenciara em comparação com qualquer outro ponto do Brasil.
      Segundo ele, os raios tinham intensidade muito acima da média em SJN e nas localidades circunvizinhas, como Descoberto, Rochedo, Roça Grande, Taruaçú, Carlos Alves e etc.
      Parece que isso tem a ver com o fato de ficarem numa espécie de depressão entre várias serras, como a de Bicas e do Relógio, p.ex., o que provoca uma bolsa de ar quente, super carregada de eletricidade, sobre a qual se formam nuvens muito densas.
      Aí, meu, sai de baixo quando elas atingem o ponto crítico de descarrego.
      E isso também explicaria as famosas chuvas de granizo com pedras do tamanho de ovos de galinha que ferem pessoas e animais no pasto, além de destruir automóveis e edificações, especialmente nas áreas rurais.

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