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Para que servem os assessores de Comunicação Social do governo?

Enviado por em 20 de abril de 2012 – 11:00Comente

Secom - Secretaria de Comunicação

NOS BRAÇOS DE MORFEU

O Chefe de Redação

Enquanto a velha mídia difama a Presidenta e membros do seu governo diariamente, os assessores da Secretaria de Comunicação Social dormem no ponto e a blogosfera independente, que não é paga para isto, tem que se virar como pode para trazer aos cidadãos a verdade dos fatos.

O SILÊNCIO PASSIVO DO GOVERNO

por JB Costa *

Governo, qualquer governo, aqui e em qualquer lugar, sempre terá a agilidade de um paquiderme.

Em se tratando de um governo estruturado historicamente com uma passividade no limite do suportável, como é o nosso caso, então aí já adentramos pelas fronteiras da tragédia. Isso na esfera dos três entes federativos.

A velha máxima do preguiçoso segundo a qual “não se faz hoje o que pode se fazer amanhã” amolda-se como uma luva neles.

Especificamente no que tange à comunicação social — um dos setores mais nevrálgicos da chamada máquina pública — a omissão ou a falta de tempestividade e oportunidade na imprescindível interação com a sociedade, além de desrespeitar a cidadania, tem o potencial de desgastar a imagem de um governo de forma irreparável.

Aqui também vale recorrer ao dito popular de “quem não se comunica, se trumbica”.

Na enxurrada de eventos relacionados com a chamada Operação Monte Carlo, culminando agora com a criação da CPI do Cachoeira, o governo se trumbica de modo que chega a chocar.

Aí entra-se com a pergunta inevitável: para que serve a onerosa estrutura de comunicação do governo federal quando nas horas mais importantes ela se omite?

Diariamente a mídia ancora seu noticiário acerca desse evento pré-falado num jornalismo declaratório ou de ilações e deduções envolvendo figuras do alto e médio escalão governamental.

Supostas declarações e fatos prováveis são dados como certos até mesmo quando não há como existir fontes, como das supostas reações da presidenta quando das suas interações com interlocutores de confiança, a exemplo de ministros e do seu tão próximo Lula.

É plausível, convenhamos, o ex-presidente repassar para a imprensa o que trata com a presidenta e vice-versa?

Aí chegamos ao fundo da questão: por que o aparato de comunicação não “entra em campo” para negar, se for o caso, ou então dar a versão oficial do governo, tal como faz a Petrobrás?

Como ficam nossos direitos de cidadãos e cidadãs quando nos vemos inteiramente reféns das “verdades” exaradas pelas mídias, principalmente quando envolvem questões polêmicas como esta última de que o governo vai tentar “segurar” a CPI a fim de evitar seu adensamento?

Essa prática daninha tornou-se tão corriqueira que qualquer analista ou colunista de pouca importância acha-se no direito de dela fazer mão. Informes não só injuriosos ou até mesmo difamatórios são soltos ao vento ficando à cargo de simpatizantes do governo (principalment nos blogs) a tarefa de questioná-los e, não raro, desmontá-los.

Enquanto isso a principal responsável para esclarecer os fatos, a Comunicação Social, entrega-se a Morfeu.

Seria pedir muito que tal disfunção fosse corrigida e que a sociedade passasse a ser melhor informada, no sentido de ser ratificado ou retificado o que a mídia em geral repassa como factual?

Não é de todo descartável a lembrança de que, a princípio, a “palavra” do ente governo tem Fé Pública. Se desconfiança houver, cabe a ela — mídia — provar sua inautenticidade, ou seja, uma configuração inversa da situação atual quando fica a cargo das autoridades públicas o ônus da prova acerca de eventuais denúncias ou coisa que o valha.

* No Luis Nassif

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