Panetone do Arruda, não! Panetone com cachaça, sim!

Nunca se falou tanto em panetones como nos dias atuais, por conta do incrível mega-escândalo de corrupção envolvendo a administração do governador José Roberto Arruda, do DEM e seus aliados do PSDB, PPS, PDT e PV, entre outros, no Distrito Federal.

Mas panetonegate à parte e agora falando das coisas boas da vida, reza uma – improvável – lenda medieval que este doce surgiu no século XV, na cidade de Milão, Itália, devido ao amor que um rapaz bem pobre nutria pela filha de um rico e influente padeiro.

O jovem, Toni, que não fora aprovado pelo pai da moça, disfarçou-se de ajudante de padeiro e preparou um pão-doce diferente, tanto pelo tamanho quanto pelo seu formato, que mais lembrava a cúpula de uma igreja.

Para surpresa geral, aquele pão começou a fazer tanto sucesso que todos queriam saborear tal novidade e o rapaz atribuiu a receita ao pai da moça. Por sua generosidade e talento, acabou caindo nas graças do futuro sogro.

Os anos passaram e por muito tempo o pão ficou conhecido como “pan di toni”, até chegar definitivamente ao panetone que conhecemos hoje.

Para completar, uma receita rápida para incrementar um panetone desses que se compra prontos, só que com leve teor alcoólico para acentuar o aroma e o sabor:

PANETONE TROPICAL

Ingredientes:

1 chocotone 500 g
250 g de sorvete de creme
6 maracujás doces
2 xícaras (chá) de água
1 xícara (chá) de açúcar
2 ou 3 colheres (sopa) de cachaça de qualidade

Para a cobertura:

200 g de chocolate amargo picado
1/2 xícara (chá) de cerejas ao marrasquino
1/2 xícara (chá) de amêndoas sem pele torradas

Modo de fazer:

Passo 1

Corte a parte inferior do chocotone. Retire o miolo com uma faca de serra. Reserve. Numa panela, leve a água e o açúcar ao fogo até ferver por 5 minutos. Acrescente a polpa do maracujá e ferva mais 10 minutos. Junte a aguardente e ferva mais 2 minutos. Deixe esfriar.

Passo 2

Recheie o panetone alternando sorvete com calda de maracujá – terminando com uma camada de sorvete. Feche o chocotone com a parte inferior e leve ao congelador por 1 hora. Derreta o chocolate em banho-maria. Retire o panetone do congelador e jogue a calda quente em cima. Enfeite com as cerejas e as amêndoas e sirva.

3 comentários em “Panetone do Arruda, não! Panetone com cachaça, sim!

  • 6 de dezembro de 2009 em 08:17
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    Existem outras duas versões sobre a história do panetone. Uma delas é bem parecida com a que você contou.
    A primeira diz que ele foi inventado pelo mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, que preparou a iguaria para uma festa em 1395.
    A última versão conta que um certo Ughetto resolveu se empregar em uma padaria para poder ficar pertinho da sua amada Adalgisa, filha do dono. Ali ele teria inventado o Panetone, entre 1300 e 1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu que Ughetto se casasse com Adalgisa.
    Essa aí é igualzinha à do Toni. Em ambos os casos a força da grana falou mais alto. Como sempre, aliás.

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  • 6 de dezembro de 2009 em 00:29
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    Tem um novo e-mail rolando que tem tudo a ver com o assunto panetone e mais ainda com a charge (acho que o nome é este) que você usou para enfeitar o post. Olhe que legal…. ajoelhou tem mesmo que rezar. Abs. Ivan Tavares.

    ORAÇÃO DA PROPINA

    “Propina gorda que estais no cofre

    Nunca deixais de irrigar nossas contas correntes

    Protegeis sempre nossos fornecedores com notas frias

    Assegura-nos sempre nossa comissão de 20%, no mínimo

    Livrai-nos de traíras com filmadoras e gravadores

    Pegos com a boca na botija, nos ilumine para termos sempre bons álibis, como toneladas de panetones para a patuléia

    Garanta-nos a impunidade nos paraísos fiscais

    E nos proteja da Polícia Federal.

    Ameia!”

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