Os verdadeiros vândalos estão infiltrados nos veículos da velha mídia

ATENTADOS CONTRA A VERDADE DOS FATOS

Terrorismo Midiático

Quem causa maior prejuízo à coletividade: os grupos black blocks em ações isoladas e pontuais contra alguns símbolos do poder, na carona de manifestações de protesto, ou a ação sistemática e criminosa de terroristas travestidos como jornalistas da velha mídia, para incendiar o País a mando dos patrões?

REPÓRTER GLOBAL COMETE ATENTADO VERBAL

Uma repórter da rádio CBN (das organizações Globo) foi vítima de um acidente durante a montagem de uma bomba semiótica ao cobrir a recente greve dos estudantes da USP.

Ansiosa por corresponder à pauta já pré-estabelecida pelos seus editores-chefes (criminalizar e desmoralizar as ações e discursos dos grevistas para transformá-los em exemplos do caos e desordem que estaria dominando o País), o coquetel molotov incendiou em suas mãos.

E, assim,  a repórter acabou dando uma das maiores “barrigadas” (no jargão jornalístico, uma matéria falsa ou errada publicada com o estardalhaço de uma grande novidade) dos últimos tempos.

O arquivo foi prontamente retirado do ar pela emissora, reeditado e agora disponível sem a mancada que detonou precipitadamente a bomba semiótica. Esse é a íntegra do áudio da matéria original:

“Na Faculdade de Letras, grevistas montaram piquetes com cadeiras empilhadas para impedir o acesso às salas de aula. No interior do prédio, onde a gente conseguiu entrar, havia também um recado de uma das professoras, que dizia “Alemão no Campus”, uma referência ao termo dado nas favelas ao falar dos “inimigos”. Ela dizia também que os alunos deviam ficar atentos aos e-mails, para saber das próximas atividades.(…)”

Não é necessário muito esforço dedutivo para interpretar que “Alemão no Campus” dentro do departamento de Letras da FFLCH refere-se aos cursos extra-curriculares de língua alemã oferecidos a públicos internos e externos.

A mesma coisa acontece com outros cursos oferecidos à comunidade acadêmica – “Italiano no Campus” ou “Francês no Campus”, já que estava impedido o acesso às salas de aula.

Vândalos da Mídia

E que os e-mails aos quais a professora se referia nada tinham a ver com informações de táticas de combate contra os “inimigos” ou “alemães”, mas sobre próximas datas do curso.

Mas a ansiosa repórter a CBN nessa simples barrigada colocou a nu todos os mecanismos de construção de uma bomba semiótica com que a imprensa costuma aniquilar a verdade.

De que forma? Manipulando as mais sofisticadas ferramentas semiológicas e retóricas para destruir o senso crítico e analítico de seus leitores, ouvintes e telespectadores.

Travestida em “informação”, o objetivo político é construir junto à opinião pública a percepção de que a Nação estaria em um momento de pré-insurgência civil, caos e baderna.

Na verdade, a guerrilha semiótica empreendida pela grande mídia tem como objetivo principal manter a população em permanente estado de tensão desde que irromperam as grandes manifestações de rua de junho.

Como se as manifestações não apenas tivessem continuado, mas tivessem se transformado em manifestações genéricas (não importa se contra o poder municipal, estadual, federal, contra uma entidade privada ou autarquia), apenas “manifestações”, índices de um País que estaria à beira do abismo.

A ânsia da repórter em corresponder à pauta determinada pelos seus superiores acabou revelando como se articulam o nível retórico e semiológico na montagem das bombas semióticas em geral.

Completo do Cinegnose

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