artesanato

objetos decoração acessórios bijuterias jóias cofres brindes

xadrez

tabuleiros peças criatividade jogos raciocínio inteligência

veículos

customização jeeps clássicos volantes manoplas reformas

inovação

criação design tecnologia matrizes protótipos projetos

webdesign

sites construção otimização conteúdos consultoria blogs

Início » artigos, blog a cachaça da happy hour, charges & cartuns, consciência

Orações para quem ama, adora, idolatra o dinheiro

Enviado por em 23 de novembro de 2011 – 20:42Comente

Capital Nosso e Credo Capitalista

AOS DEUSES DO MERCADO

A Cachaça da Happy Hour

Nestes tempos infernais de crise econômica internacional causada pela usura e voracidade dos banqueiros, duas singelas orações dirigidas aos deuses do mercado.

Um ‘Capital Nosso’ e um ‘Credo Capitalista’…

CAPITAL NOSSO

Capital nosso que estais neste mundo, deus todo-poderoso, que altera o curso dos rios e fura as montanhas, que separa os continentes e une as nações, criador das mercadorias e fonte de vida, que comanda os reis e os súditos, os patrões e os assalariados, que vosso reino se estabeleça sobre toda a Terra;

Dai-nos muitos compradores que adquiram nossas mercadorias, tanto as boas como as más;

Dai-nos trabalhadores miseráveis que aceitem sem revolta todos os trabalhos e contentem-se com o mais vil salário;

Dai-nos tolos que creiam em nossos jornais;

Fazei com que nossos devedores paguem integralmente suas dívidas e que o banco desconte nossos papeis;

Fazei com que cárceres não se abram jamais para nós e afastai-nos da falência;

Concedei-nos rendimentos perpétuos.

Amém!

- – -

CREDO DO CAPITAL

Creio no Capital que governa a matéria e o espírito;

Creio no Lucro, seu filho legítimo, e no Crédito, o Santo Espírito, que dele procede e é adorado conjuntamente;

Creio no Ouro e na Prata que, torturados na Casa da Moeda, fundidos no cadinho e batidos na balança, reaparecem ao mundo como Moeda legal e que, consideradas demasiado pesadas, depois de terem circulado sobre toda a Terra, descem aos subterrâneos do Banco para ressuscitar como Papel-Moeda;

Creio na Renda a cinco por cento, a quatro e a três por cento igualmente e na Cotação autêntica dos valores;

Creio no Grande Livro da Dívida Pública, que garante o Capital contra riscos do comércio, da indústria e da usura;

Creio na Propriedade individual, fruto do trabalho dos outros, e na sua duração até ao fim dos séculos;

Creio na Eternidade do Salário que desembaraça o trabalhador das preocupações com a propriedade;

Creio no Prolongamento da jornada de trabalho e na Redução dos salários e também na Falsificação dos produtos;

Creio no dogma sagrado: COMPRAR BARATO E VENDER CARO;

E igualmente creio nos princípios eternos da nossa muito santa igreja, a Política Econômica Oficial.

Amém!

- – -

Por Paul Lafargue com tirinhas de Allan Sieber

* * *

Blog da Nívia de Oliveira Castro

Comente!

Adicione um comentário abaixo, ou trackback para o seu site. Você pode também inscrever-se para esse comentário via RSS.

Seja elegante. Mantenha-se dentro do assunto, não escreva tudo em maiúsculas e, claro, sem Spam.

(necessário)