O insistente, misterioso e irresistível chamado que vem do interior

OVNI PARECIDO COM UM VAGALUME GIGANTE

OVNI em Minas Gerais

Por questões de foco editorial e estratégia comercial, aqui na MInc costumamos falar – bem! – mais dos outros e menos sobre nós próprios e o trabalho que desenvolvemos na NEMO Design.

Só que na medida em que o site foi se tornando conhecido, frequentadores mais assíduos passaram a sugerir que também abordássemos aspectos da nossa vida pessoal e experiências profissionais.

Então, para começar a satisfazer a natural curiosidade das pessoas com quem nos relacionamos, vamos contar mais um “causo” ocorrido numa das nossas longas estadias no interior do País.

Durante o período de implantação de uma das várias plantas industriais de que participamos em Minas Gerais, alugamos uma casa no alto do São José, bairro da cidade de São João Nepomuceno.

É uma montanha com uma igreja no topo em homenagem ao santo. Habituados ao clima ameno de Petrópolis, nessas viagens sempre buscamos lugares altos e arejados como moradia temporária.

É um recurso interessante que usamos para amenizar, tanto quanto possível, o calor inacreditável que costuma fazer na Zona da Mata mineira, com muitas pastagens e raras florestas.

A residência, de dois andares com piscina, tinha uma varanda que dava para o lado oposto à área urbana, de frente para a região do município vizinho de Descoberto e a sua Serra do Relógio.

Igreja em São João Nepomuceno

De dia, uma vista espetacular, com um vale ao fundo destacando a antiga sede colonial da fazenda de uma certa Dona Lalá que, alguns anos mais tarde, acabaria se transformando em loteamento.

À noite, breu absoluto, fato que permitia o raro privilégio de observar o céu mais estrelado do mundo e, quando o tempo eventualmente virava, tempestades com violentas descargas elétricas.

Viver em SJN era – e deve continuar a ser – um tédio. Com uma população de vinte e poucos mil habitantes, boa parte na área rural, algum agito só acontecia nos finais de semana e Carnaval.

Como à época ainda não havia por lá conexão com a internet, após cada dia de trabalho o único programa noturno era refrescar com cerveja na piscina ou na varanda, ouvindo músicas e estrelas.

Ora direis: e namorar, naturalmente. Sim, foi porque estava namorando na sacada que passei por mais uma das inúmeras situações, cabulosas e surpreendentes, que nos perseguiam naquele período.

Dessa vez começou até de um jeito engraçado, já que por aquelas bandas prolifera uma grande variedade de insetos voadores enormes, como gafanhotos, besouros e outras espécies gigantes.

Daí que não me espantei tanto quando surgiu o que, à primeira vista, julguei ser um vagalume ultra-brilhante, piscando e fazendo acrobacias pra lá e pra cá a uma distância relativamente curta.

Quando comentei com a namorada sobre o tamanho impressionante do bicho, ela retrucou, com seu delicioso sotaque: – Ocê tá cego? Onde já se viu pirilampo entrando e saindo de nuvem, sô?

Disco voador em Minas Gerais

A resposta caiu como um raio sobre os preguiçosos “tico e teco”, acordando os demais neurônios para chacoalhar o cérebro, abrir arquivos mentais e disparar sinapses diante de algo tão desconcertante.

Então, com o foco espacial ajustado, a visão tornou-se cristalina: um objeto luminoso circulava num vaivém entre algumas nuvens a 45º e cerca de 500 metros do nosso ponto de observação.

Na verdade, o OVNI não piscava, mas desaparecia ocasionalmente por trás da nebulosidade para reaparecer em seu veloz movimento horizontal, ora para a esquerda, ora para a direita.

E assim ficou “evoluindo” por alguns minutos até sumir por completo na medida em que o tempo se tornou mais carregado. O bacana foi compartilhar uma experiência tão marcante com outra pessoa.

Mesmo assim rolou um certo anticlímax, porque a namorada nem deu tanta bola para o acontecimento, considerando-o inferior a outros mais comuns na roça, como os que chamam de Mãe-de-Ouro.

Enfim, este avistamento ocorreu na segunda metade da década de 1990 quando ainda não havia câmeras digitais. Pelo tempo que durou, se fosse hoje, teria sido possível registrar as imagens.

A título de esclarecimento, sobre a região não há rotas aéreas regulares, jamais e em nenhuma hipótese se soltam balões por lá e também não tinham sido criados os mini-drones ziguezagueantes.

Discos voadores em Minas Gerais

Por fim, embora sensacional, este nem chegou a ser o mais espetacular acontecimento do gênero que tive a oportunidade de observar (com o devido senso crítico de jornalista experiente).

Antes e depois houve vários outros fatos similares, todos eles impactantes em função das circunstâncias em que, por algum motivo, se manifestaram – de forma solitária ou com testemunhas.

Quanto à natureza ou origem daquilo que já presenciei de tão perto, coleciono mais suposições do que convicções. Entre as certezas, a de que são objetivamente reais, venham de onde vierem.

Pessoalmente, encaro o tema com naturalidade, como no interior, onde se contam histórias bastante verossímeis – diferentemente das grandes cidades, tratadas com escárnio, desprezo, ceticismo…

E medo! Que, afinal, não é o tipo de reação que comumente se espere de empreendedores, como nós, num país com tantos obstáculos e dificuldades para estabelecer um negócio vencedor.

Se me perguntam por que vejo essas coisas estranhas no céu, destaco algumas características pessoais: intuição jornalística, casa com quintal, carro conversível (jipe) e não usar smartphone.

No momento vivo num bairro central de Petrópolis, com vista privilegiada e quase 180º de abóbada celeste, porém com a noite sempre um pouco prejudicada pela luminosidade artificial ou neblina.

Na serra, ultimamente, apenas alguns sons misteriosos às vezes chamam a atenção. Deve ser por isso eu também esteja ouvindo com tanta insistência o irresistível chamado que vem do interior.

Jipe com céu estrelado

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2 comentários em “O insistente, misterioso e irresistível chamado que vem do interior

  • 31 de maio de 2015 em 20:21
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    Olá! qro deixar meu parecer por aki, penso q até de um modo, incentivador :D. Acredito sim no q li, e em matérias similares, pq já presenciei fatos q aos ouvidos dos q me ouvem, o conceito é de q sou louca. Já estou acostumada ao fato, nem dou mais importância. Abço, e BOA JORNADA!
    ___/\___

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    • 31 de maio de 2015 em 20:48
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      Sabemos como é, Mari, só que vivenciou eventos assim é que pode avaliar. Os demais apenas podem “palpitar”, sem base, o que é natural. Mas que é um privilégio passar por essas experiências, lá isso é. rsrs… Obrigado pelo carinho e atenção. Abs.

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