O homem que morreu e quis agitar umas paradas maneiras no céu

Canto Gregoriano

CALMO DEMAIS

Do blog BananaPost

Um homem morreu e sua alma foi parar num lugar bastante tranquilo, onde ficou observando o movimento. As coisas pareciam bem interessantes ali.

Sentiu-se à vontade para se aproximar de um grupo e perguntou onde poderia conseguir um cigarrinho. “Aqui ninguém fuma”, responderam.

Passou um anjo no meio de um monte de gente vestida de branco e ele aproveitou para pedir uma taça de vinho. “Vinho? Aqui não tem vinho”, foi a resposta.

Então o camarada seguiu o seu passeio, perambulando naquele ambiente translúcido, embalado por cânticos melodiosos.

Mais à frente encontrou três sujeitos, também vestidos de branco, que estavam no intervalo da cantoria gregoriana.

“E aí, galera, que tal uma partidinha de biriba?”. Eles olharam com estranheza e disseram que lá não se jogava biriba.

Inconformado, resmungou: “Só falta vocês me dizerem que aqui ninguém bate uma bolinha…”

Bingo! – quer dizer, sem bingo também – ali ninguém jogava bola e muito menos brincava com feijões sobre cartelas cheias de números.

O cara ficou olhando em volta… para todo o clima esbranquiçado e etéreo… com aquela musiquinha ambiente… anjinhos assexuados voando…

Então concluiu que o céu deveria ser um lugar cheio de coisas bacanas para curtir. Esse negócio de voar e ficar cantando não estava com nada.

“Mais que raio de céu é esse? Não tem nada de bom para se fazer aqui!”, berrou.

Foi quando avisaram que ali era o inferno.

Quem conta essa história é o rabino Harold Kushner. Para ele, “estar vivo é a capacidade de fazer as coisas que os vivos fazem”.

Com Vineyard Café

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