artesanato

objetos decoração acessórios bijuterias jóias cofres brindes

xadrez

tabuleiros peças criatividade jogos raciocínio inteligência

veículos

customização jeeps clássicos volantes manoplas reformas

inovação

criação design tecnologia matrizes protótipos projetos

webdesign

sites construção otimização conteúdos consultoria blogs

Início » artigos, blog econsciência inovadora, consciência

O corte das bananeiras na prevenção de quedas de barreiras

Enviado por em 17 de janeiro de 2011 – 15:13Comente

Deslizamentos de terra na região serrana do Rio

Do blog ECOnsciência

O frágil centro histórico de Petrópolis, a Cidade Imperial, escapou por pouco da tragédia que arrasou Teresópolis e Nova Friburgo, entre outros municípios vizinhos da Região Serrana do Rio de Janeiro. Apenas a fralda do distrito de Itaipava foi atingida pela enxurrada que arrasou o Vale do Cuiabá.

Todavia, duas semanas antes, uma chuvarada de final de tarde calorento pareceu vaticinar que o pior poderia estar a caminho: um temporal de pouco menos de uma hora atingiu algumas montanhas dos bairros Bingen e Mosela — próximos ao centro –, provocando o transbordamento do Rio Piabanha, que inundou casas e comércio da região, além de provocar um nó gigantesco no trânsito em toda a cidade.

Bananeiras: vilãs nos desmoronamentos de terra

No dia seguinte era possível identificar nesses bairros cerca de 200 pequenos e médios deslizamentos de terra — que não chegaram a provocar vítimas fatais, apenas prejuízos materiais. Mas o que mais chamava a atenção para qualquer observador era que, em praticamente todas estas quedas de barreiras, havia a predominância de enormes socas de bananeiras entre a vegetação misturada à lama e pedregulhos.

A espécie, que nem é natural da mata atlântica, se espalhou feito praga pela área urbana a tal ponto, por exemplo, que ninguém mais se refere à rua Álvaro Lopes de Castro, no início da Mosela, pelo nome, mas como “quarteirão das bananeiras”.

O que se conclui é que a presença desses aglomerados vegetais representa um risco permanente para as íngremes encostas de Petrópolis. O que não justifica, portanto, o seu cultivo e manutenção nas áreas de risco devido ao enorme peso dos troncos e rara capacidade para reter umidade e infiltrar água no subsolo ou provocar a sua erosão. Daí a necessidade de seu corte e, se possível, eliminação.

A Defesa Civil deveria exigir uma ação imediata de proprietários de terrenos em encostas ou se encarregar ela própria desse trabalho, conforme ensina em suas cartilhas válidas para todo o território nacional. Trata-se, é verdade, de uma pequena atitude num universo amplo e complexo de ações preventivas. Porém, se está na cartilha é para ser aplicada.

13 recomendações que dão sorte para evitar deslizamentos de terra

. Não destrua a vegetação das encostas;

. Você pode consertar vazamentos o mais rápido possível e não deixar a água escorrendo pelo chão. O ideal é construir canaletas.

. Junte o lixo em depósitos para o dia da coleta e não deixá-lo entulhado no morro.

. Não amontoe sujeira e lixo em lugares inclinados porque eles entopem a saída de água e desestabilizam os terrenos provocando deslizamentos.

. Não jogue lixo em vias públicas ou barreiras, pois ele aumenta o peso e o perigo de deslizamento. Jogue o lixo e entulho em latas ou cestos apropriados.

. Não dificulte o caminho das águas de chuva com lixo por exemplo.

. As barreiras em morros devem ser protegidas por drenagem de calhas e canaletas para escoamento da água da chuva;

. Não faça cortes nos terrenos de encostas sem licença da Prefeitura, para evitar o agravamento da declividade.

. Solicite a Defesa Civil, em caso de morros e encostas, a colocação de lonas plásticas nas barreiras.

. As barreiras devem ser protegidas com vegetação que tenham raízes compridas, gramas e capins que sustentam mais a terra.

. Em morros e encostas, não plante bananeiras e outras plantas de raízes curtas, porque as raízes dessas árvores não fixam o solo e aumentam os riscos de deslizamentos;

. Pode-se plantar para que a terra não seja carregada pela água da chuva. Perto das casas: pequenas fruteiras, plantas medicinais e de jardim, tais como: goiaba, pitanga, carambola, laranja, limão, pinha, acerola, urucum, jasmim, rosa, pata-de-vaca, hortelã, cidreira, boldo e capim santo. Nas encostas pode-se plantar: capim braquiária, capim gordura, capim-de-burro, capim sândalo, capim gengibre, grama germuda, capim chorão, grama pé-de-galinha, grama forquilha e grama batatais. A vegetação irá proteger as encostas.

. Em morros e encostas não plante mamão, fruta-pão, jambo, coco, banana, jaca e árvores grandes, pois acumulam água no solo e provocam quedas de barreiras.

Informações detalhadas no site da Defesa Civil.

* * *

Blog ECOnsciência Inovadora

Comente!

Adicione um comentário abaixo, ou trackback para o seu site. Você pode também inscrever-se para esse comentário via RSS.

Seja elegante. Mantenha-se dentro do assunto, não escreva tudo em maiúsculas e, claro, sem Spam.

(necessário)