Namoradeiras: o preconceito que o artesanato revela


Bonecas de TiradentesBONECAS MAL COMPORTADAS

A Cachaça da Happy Hour (em 09/12/2009)

Belo exemplo do artesanato mineiro, bastante comum nas janelas da cidade de Tiradentes.

Namoradeiras são bonecas de gesso ou de madeira que ficam normalmente debruçadas nas janelas de casas como que à espera do príncipe encantado, que nunca chegará.

Apesar disso, materializam o preconceito contra mulheres e, principalmente, contra as negras e mulatas.

Essas bonecas são, com raríssimas exceções, afrodescendentes, com vestidos muito coloridos e decotados.

Dentro da tradição mineira, marcada fortemente pelo machismo (clique no link e saiba mais), as mulheres que ficam nas janelas estão ou à procura de homem ou de notícias fresquinhas para fofocar acerca da vida alheia.

* * *

Blog da Nívia de Oliveira Castro

8 comentários em “Namoradeiras: o preconceito que o artesanato revela

  • 26 de fevereiro de 2013 em 23:08
    Permalink

    Descupa a minha ignorancia, mas a boneca namoradeira eh produto esoterico?

    Resposta
  • 24 de fevereiro de 2011 em 11:38
    Permalink

    Nívia parabéns!

    Lindo trabalho,como nordestina admiro muito artesanato, excelente ponte.
    Nem sempre a ferramenta da arte alcança o pensamento de todos :(
    Tenho algumas Namoradeiras, cada expressão revela algo q encontro também em mim!!

    Boa sorte!

    Resposta
  • 29 de novembro de 2010 em 21:05
    Permalink

    Tenho uma visão diferente de você.
    Para mim ela olha na janela para ver as pessoas passarem, mostrando um hábito das pessoas de cidades do interior e não somente das mulheres.
    Ela é namoradeira sim e daí. Por causa disso espera um príncipe encantado? Ou será você é quem esperou? E descobriu que príncipes não existem!
    Ela é negra e bonita. Como muitas negras o são. Ela representa muitas pessoas daquela região, na qual se concentrou grande números de escravos na época do Brasil Colonial. Você queria o quê, uma loirinha branquinha? Isso sim, teria cunho preconceituoso porque não retrataria as pessoas dequele lugar.
    É um trabalho artístico, e a arte não é somente o que se vê, ela nos deixar livres para interpretarmos conforme quisermos. Por isso respeito sua opinão, mas acho que ela não é a verdade absoluta.

    Resposta
    • 29 de novembro de 2010 em 22:00
      Permalink

      Como diria o Luis Nassif, esta é mais uma resposta da série “blogueira sofre”. Vamos lá, então:

      Este texto destina-se apenas a fazer uma “ponte” para o post – muito pertinente, por sinal – do blog Ritápolis.Com, cujo link aparece destacadíssimo em azul. Isto está mais do que óbvio. Se clicasse nele, prezada, certamente não teria misturado tanto as bolas ao divagar sobre a questão racial. Ou se, ao menos, tivesse o cuidado de dar um passeio pelo blog antes de emitir um juízo de valor tão açodado e, talvez por isto mesmo, equivocado. Simples e básico assim.

      Resposta
      • 30 de novembro de 2010 em 14:52
        Permalink

        Oi, Nívia
        Aqui na minha terra a gente chama esse tipo de comentário acima pelo nome que ele tem, com todas as letras: trollagem… rsrsrs
        Bjs, Ju

        Resposta
  • 26 de maio de 2010 em 18:08
    Permalink

    Um belo trabalho! É a retratação do passado nos dias de hoje em forma de arte… e eu faço!!!

    Resposta
  • 9 de dezembro de 2009 em 23:48
    Permalink

    Tudo bem (ou tudo mal) que tem esse lance de machismo… vale a reflexão… mas independente disso que trabalho artístico lindíssimo, Nívea. Cá pra nós, hein!? Parabens pela ilustraçlão de primeira.

    Resposta

Deixe um comentário simpático neste artigo: