Muita água já correu em rios que formavam delta no planeta Marte


Rios e lagos marcianos

FONTE DA VIDA MARCIANA

Do blog ECOnsciência

O assunto água em outros planetas é sempre um tabu, mas devagarinho acaba vazando, mesmo que a conta-gotas, para que a opinião pública mundial vá se acostumando à ideia, tão incômoda para os terráqueos aristotélicos.

Bem, afinal a Agência Espacial Europeia (ESA) publicou várias fotografias que apresentam uma cratera nas terras altas do sul de Marte, que mostra claramente ter sido o leito de um grande lago quando a fonte da vida fluía pela superfície desse planeta.

A cratera de Eberswalde, captada pela sonda Mars Express, tem 65 quilômetros de diâmetro e se formou há mais de 3,7 milhões de anos pelo impacto de um asteroide.

Embora uma parte da Eberswalde tenha sido coberta posteriormente pela pancada de outro asteroide, criando uma segunda cratera, na área visível se conservam os restos do que durante algum tempo foi “um grande delta, sulcado por múltiplos braços fluviais”.

O delta tinha 115 quilômetros quadrados de superfície e era alimentado pelos rios citados.

Quando secou, grande parte dessas formações ficou oculta sob uma camada de sedimentos sobrepostos pelo vento. As estruturas analisadas – identificadas originalmente pela sonda Mars Global Surveyor da NASA – “são uma prova inequívoca de que por muito tempo, a água fluía pela superfície de Marte”, informou a ESA.

Junto a Eberswalde há outra cratera, a Holden, de 140 quilômetros de diâmetro e que quando se formou projetou rochas que cobriram grande parte da primeira.

A duas pertencem aos quatros locais selecionados para a aterrissagem de uma missão da Nasa, a Mars Science Laboratory, que pousará no final deste ano.

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