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Mitos e mentiras sobre o porco, um distinto ser da nossa fauna

Enviado por em 3 de setembro de 2011 – 21:01Um comentário


Filhote de porco

O ETERNO INJUSTIÇADO

Do blog BananaPost

Dificilmente algum bicho existente no planeta seja tão estigmatizado quanto os membros da espécie de mamíferos bunodontes. O preconceito é tão forte que os simpáticos e inofensivos fuçadores chegam a ser comparados — quanta maldade! — à perigosa e infecta vara que chafurda no PiG – Partido da imprensa Golpista.

O porco, assim como o burro — bem lembrado –, é um dos seres mais maltratados de toda a natureza, o animal sobre o qual mais originaram informações falsas, que todos debochamos e ridicularizamos. Até na fábula A Revolução dos Bichos, de George Orwell, o porco Snowball (Bola de Neve) fazia um tipo mau caráter.

Por sua silhueta roliça costuma ser associado a banqueiros e capitalistas gananciosos e a certos políticos conservadores, em geral portadores de enormes protuberâncias abdominais.

É justo, portanto, apagar todos os mitos a respeito do porco a fim de situá-lo onde merece: em um dos lugares mais distintos da nossa fauna.

“Você come como um porco”. Frase que denota glutonaria, não se ajusta à realidade, pois os porcos são amantes da boa cozinha (têm 33% mais papilas gustativas que os seres humanos) e dificilmente comem mais do que necessitam. Seria mais justo dizer: Você come como uma ovelha, ou come como um cavalo… ou come como um ser humano.

“Você é um porco”. Frase que denota sujeira ou desleixo na higiene pessoal. Resulta irônico comprovar que o porco é o único animal da fazenda que dispõe de um espaço separado para dormir (que mantém impoluto), e usa uma área em separado para fazer suas necessidades. Quem é o porco agora?

“Você transpira feito um porco”. Frase que denota uma pessoa que derrete no calor. Algo impossível, porque os porcos não suam. Os porcos não têm glândulas sudoríparas: mantêm-se frescos graças às charcos de barro.

Por último, cabe dizer que os porcos são mais inteligentes e astutos do que podemos imaginar. Como os cães, os porcos podem ser domesticados com facilidade. Aprendem mais facilmente que qualquer cão apanhar objetos previamente lançados e a obedecer. Os porcos podem aprender a dançar, participar de corridas, detectar minas terrestres etc.

Como se não bastasse, podem aprender o funcionamento dos videogames: empurram o joystick com o focinho, algo que inclusive os chimpanzés (tão próximos do nosso DNA) têm bastante dificuldade para aprender.

Nos séculos XVII e XIX, os porcos “instruídos” (vestidos com jalecos imaculados) maravilhavam o público com seu espetáculo. Inclusive existiram casos de porcos que foram julgados e enforcados por assassinato. Talvez seja essa inteligência o que incomoda a muitas pessoas.

Outro fato que certamente mantém o porco longe da categoria de animal doméstico é o fato de fazer parte importante da nossa cadeia alimentar. Afinal, o homem não quer amar aquilo que por ele é comido.

Uma corrente de curiosidades corre a rede há muitos anos, dando conta de que o orgasmo de um porco duraria 30 minutos. Mas nunca se viu um site de caráter científico corroborando esta informação. Basta observar os chiqueiros para confirmar que a cruza não dura mais que alguns minutos. De forma que isto é um mito.

Portanto, da próxima vez que alguém lhe chamar de porco por alguma razão, já sabe o que fazer: encha o peito e sinta-se orgulhoso pelo adjetivo. Até porque um porco é, antes de tudo, um símbolo de prosperidade

Remix do Metamorfose Digital

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Blog BananaPost - o porta-voz da macacada


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