Marina Silva perde rede e cai na cama política de Eduardo Campos

CASAMENTO ARRANJADO POR PODEROSOS

Charge Marina no PSB

O eleitor brasileiro, como todos reconhecem, tem características bem semelhantes às do torcedor de futebol — assim chamado pela capacidade de “torcer” a realidade.

Depois de escolhido um time, ele permanece fiel, mesmo quando a equipe está com péssimos jogadores e arruma qualquer pretexto para justificar as derrotas.

Dessa forma, muitos eleitores-torcedores de Marina Silva já estão parafusando desculpas que justifiquem sua filiação a um partido convencional, como o PSB.

Alegam até que o governo teria pressionado o STE para negar o registro da Rede, não sobrando outra alternativa para Marina. Tudo firula de inspiração futebolística.

O importante é saber que, mesmo que a Globo comemore a decisão, entre os seus colunistas há quem reconheça que Marina é “conservadora, preconceituosa e centralizadora”.

COM A FACA NO PESCOÇO

Se a Rede tivesse vingado, seu vice, que mora em Londres há mais de dez anos, seria o milionário Guilherme Leal, dono da Natura, que foi autuada no início do ano pela sonegação de R$ 628 milhões.

Maria Alice Setúbal, conhecida como Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, é quem, desde 2010, está à frente da arrecadação de fundos para a campanha de Marina.

O Banco Itaú, que foi autuado pela Receita Federal por sonegação de R$ 18,7 bilhões, já anunciou que continuará dando total apoio financeiro à sua candidata preferencial.

O Estadão, em editorial, informou que Marina foi pressionada por empresários, que têm bancado seu projeto político de criar um partido próprio, a sair candidata agora por qualquer outro.

Com todas as letras foi dito a ela que não seria admitido abandonar um projeto que contou com tantos apoios, principalmente em dinheiro vivo, na sua trajetória para criar a, agora natimorta, Rede.

PELADA MEDÍOCRE

Ou seja, haverá uma conta muito alta a ser restituída em caso de vitória em 2014. Marina não é diferente dos outros e sai desta barafunda bem menor do que entrou. Sai mais desnuda politicamente.

Tais argumentos são importantes para que nós, que temos uma visão de quem é Marina e de quem são seus apoiadores, possamos fazer esse debate de forma aberta e sem radicalismos.

Não será transformando a blogosfera e as redes sociais num eterno Fla-Flu que a consciência política dos eleitores vai crescer e se aprimorar.

Se prevalecer de novo a lógica passional do torcedor, vamos apenas mudar o foco da partida medíocre que hoje se dá entre PT versus PSDB para outra pelada tão inútil quanto, só que entre PT contra PSB.

E, a prosseguir nesse tipo de joguinho, já era… serão todos rebaixados.

Um comentário em “Marina Silva perde rede e cai na cama política de Eduardo Campos

  • 5 de outubro de 2013 em 22:58
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    Para engordar a lista de contradições “marinistas”: o PSB, além do apoio dos banqueiros, é aliado de quase todos os governos estaduais, independente de partido ou ideologia. E recentemente, a legenda se juntou à família Bornhausen, em Santa Catarina, e a Heráclito Fortes, no Piauí. Em Goiás, se articulou com Ronaldo Caiado, da UDR, uma das personalidades mais raivosamente antiambientalistas da política nacional. Sem contar que o PSB votou em peso a favor do Código Florestal, conjunto de leis que Marina vê como nocivas à sua “ideologia”. Resumo da ópera: um balaio de gatos (gordos).

    Sugestão de leitura: http://www.ocafezinho.com/2013/10/05/extra-marina-silva-se-filia-ao-psb/

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