Marcelo Tas, Danilo Gentili e Rafinha Bastos: humor fascista na TV
ÓDIO CONTRA AS MULHERES… AQUI E AGORA
O CQC, da Band, na trilha da baixaria inaugurada pela extinta turma do Casseta & Planeta, da Globo, é a atual cara do “humor” televisivo e misógino no Brasil.
Marcelo Tas foi quem decidiu levar ao ar o duplo ataque racista e homofóbico do deputado extremista Jair Bolsonaro contra Preta Gil. Danilo Gentili comparou a idosa Hebe Camargo a uma múmia, no dia da volta da apresentadora à TV após a luta contra um câncer. Rafinha Bastos faz graça com a violência sexual e defende premiação aos estupradores de mulheres consideradas “feias” por ele.
Hábeis manipuladores das novas mídias, suas perigosas ideias fascistas são disseminadas por hordas de jovens descerebrados com o suporte de ferramentas de enorme penetração, como blogs, redes sociais e Twitter.
Num país que já nos deu José Vasconcelos e Chico Anysio, a realidade atual é triste mas reveladora. Humoristas como Costinha e Ari Toledo, outrora considerados “imorais”, agora parecem vestais dos bons costumes se comparados à obscena geração de bestas-feras hightech.
O que nos leva à reflexão de um comentarista, O Escritor, no blog do Luis Nassif:
O antigo humorista transmitia a mensagem: ”Esse universo é um caos e nós estamos juntos nesta grande m…”. O novo humorista diz: ”Eu sou o juiz do Universo e você é um grande m…”
O antigo humorista era movido por uma implicância simpática. O novo humorista é movido pela agressividade corrosiva.
O antigo humorista não se ”achava”: ironizava-se, ele mesmo, em ditos, anedotas e situações estimuladoras do riso amigo. O novo humorista se ”acha”: degrada o Outro em ditos, anedotas e situações estimuladoras da perversidade cúmplice.
O antigo humorista tirava sua comicidade da compreensão das esquisitices humanas. O novo humorista tira sua comicidade do constrangimento do seu semelhante.
O antigo humorista era um artista, um mestre da representação dos mais variados tipos humanos, dono de versatilidade vocal admirável. O novo humorista assume uma cara (malfeita) de idiota, faz um voz (supostamente) de idiota, e basta.
O antigo humorista era um criador: legou-nos tipos humanos inesquecíveis. O novo humorista… bem, ele é o seu tipo – e nada mais.
O antigo humorista tornava famosos seus tipos. O novo humorista quer a fama somente para si mesmo.
O antigo humorista popularizou situações, histórias e números. O novo humorista só torna popular o seu programa.
O antigo humorista era um pensador: oferecia uma visão original da sociedade e do comportamento humano. O novo humorista é um reprodutor: aproveita clichês de ocasião e é incapaz de oferecer uma perspectiva realmente nova à sua época.
O antigo humorista fazia rir da nossa ilusória impressão de importância. O novo humorista É a ilusão de importância.
O antigo humorista desmoralizava a arrogância e a presunção humanas. O novo humorista personifica esses defeitos.
O antigo humorista revelava a nossa Sombra (o lado mau do indivíduo). O novo humorista incentiva a expressão dessa mesma Sombra.
O antigo humorista revelava o nosso lado secreto: as motivações e interesses que preferimos ocultar, nossas precariedades. O novo humorista nos faz atribuir esse lado oculto somente ao Outro.
O antigo humorista nos fazia pensar, intrigados. O novo humorista nos faz sentir confortados.
O antigo humorista, criticado, reagia com seu natural bom humor. O novo humorista, criticado, mostra que seu humor ruim é somente uma expressão natural do seu mau humor.
O antigo humorista escrevia livros. O novo humorista mal consegue escrever um tweet.
* Saiba que o ódio do homem pela mulher pode ser doença. Leia aqui.
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Foi incrível ver eles torcendo no mundial da Africa do Sul por países européus, uma vez que o Brasil ficou fora, desejando que os paraguaios, argentinos e uruguaios perdessem, em vez de torcer por um país latinoamericano.
Também foi muito feio escutar o “skinhead” Rafinha, dizendo -e não de um jeito humorístico, precisamente – que o Uruguai era uma “terrinha” (acompanhado de um gesto muito despreciativo) que os brasileiros tinham dado “de presente”, “de graça” aos uruguaios… isso não é um pouco de nacional-fascismo, num contexto lationamericano em que deveríamos apostar pela integração??
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Pô, até que enfim apareceu gente com peito para questionar esses fascistoides retardados mentais. Na net parece que todo mundo se borra de medo desses caras. Temos que reagir contra o predomínio da imbecilidade na televisão. Pela lei ela não era para ser um serviço de utilidade pública? Então, meu… De todo jeito, tamos juntos nessa. Abraço, Mike
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Lisbeth disse:
12 de maio de 2011 às 21:50
É simplesmente nojento o que eles fazem com as mulheres. Claro está que não são chegados. Hitler tb não era, parece que essa é uma caracteristica comum a eles.
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