Manuel, o Audaz pelas 10 mãos inovadoras do PianOrquestra


A Cachaça da Happy Hour (em 22/11/2009)

Aclamado como um dos grupos mais inovadores do atual cenário da música instrumental brasileira, o PianOrquestra se destaca pela originalidade do trabalho que envolve quatro pianistas, uma percussionista e um piano preparado.

Neste vídeo, o grupo faz uma interpretação sublime de um grande clássico da MPB, de autoria do compositor e guitarrista mineiro Toninho Horta.

Manuel, o Audaz se transformou no Hino dos Jipeiros desde que foi lançado, em 1973, numa gravação de Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta — disco raro e ainda não disponível em cd — bem ao estilo hippie-ruralista que predominava no começo daquela década.

Manuel, o Audaz

Com luvas, baquetas, palhetas de violão, fios de náilon, sandálias de borracha e peças de metal, madeira, tecido e plástico, o PianOrquestra explora infinitos timbres e sonoridades produzidos pelo piano, transformando o instrumento em sua própria orquestra.

O trabalho é fruto de longa pesquisa com base nas técnicas de piano preparado e piano expandido popularizadas por John Cage no século passado. Essas técnicas são aplicadas de maneira criativa, resultando num trabalho pioneiro na música popular brasileira.

O PianOrquestra tem direção artística do pianista Claudio Dauelsberg, que se apresenta ao lado das pianistas Marina Spoladore, Maíra Freitas e Gisele Sant’Ana, além da percussionista Masako Tanaka.

O grupo explora elementos étnicos das raízes brasileiras com delicadeza e lirismo num repertório que inclui samba, coco, ciranda, repente e maracatu, entre outros ritmos.

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Blog da Nívia de Oliveira Castro

3 comentários em “Manuel, o Audaz pelas 10 mãos inovadoras do PianOrquestra

  • 22 de novembro de 2009 em 15:06
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    Eu já tinha deixado um comentário sobre isso no vídeo da canção Quase, do Tatit: seu “paladar” musical é mesmo surpreendente, sofisticado e de extremo bom gosto. Continue, pois, a nos brindar com estes prazeres.

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  • 22 de novembro de 2009 em 14:18
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    Este é um dos mais belos capítulos da sua série sobre o nosso hino, Nivea. Os jipeiros agradecem, penhorados e maravilhados.

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