Mais otimismo das fábricas de móveis e geladeiras com o consumo

Otimismo da Indústria

INCENTIVO NA HORA CERTA

O Chefe de Redação

A velha mídia resiste a dar uma notícia destas, mas não faz a menor diferença porque ninguém precisa dela para estar bem informado. No mundo real, nas áreas onde atuamos, percebe-se um estado de quase euforia — por enquanto ainda contida, característica do escaldado setor industrial.

Por isto não surpreende que os grandes empresários do setor da indústria de transformação estejam mais confiantes na possibilidade de fazerem bons negócios após as medidas de incentivo anunciadas no início deste mês pelo governo federal. Entre os pequenos e micro a animação é maior.

É o que indica a pesquisa mensal Sondagem da Indústria de Transformação, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre as ações anunciadas pelo governo estão a desoneração da folha de pagamento e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores, entre os quais os fabricantes de geladeiras, fogões e outros bens da chamada linha branca, os de móveis e os de luminárias.

Segundo o levantamento da FGV, o Índice de Confiança da Indústria (ICI), aumentou 0,3%, passando de 103 em março para 103,3 pontos em abril.

É a quinta elevação consecutiva, embora, de acordo com a FGV, os percentuais de alta ainda sejam considerados modestos. Em março, a taxa havia apresentado variação de 0,5%; em fevereiro, de 0,2%; e em janeiro, de 0,5%.

O Índice da Situação Atual (ISA) teve leve alta (0,2%) ao atingir 104 pontos, ante 103,8, o patamar mais elevado desde julho de 2011 (107,4 pontos).

Já o Índice de Expectativas (IE) alcançou a maior pontuação dos últimos nove meses, ao passar de 102,5 para 102,6 pontos.

Para esses cálculos, foram ouvidos representantes de 1.147 empresas. Mais da metade (52,3%) manifestaram a expectativa de uma melhora nos negócios no período de abril a setembro, o que indica um aumento em relação ao resultado de março (44%).

Claro, tem a turma de sempre, insatisfeita: para apenas 8,2% dos entrevistados, haverá uma piora, o que representa também uma elevação do universo de pessimistas, que na pesquisa anterior chegava a 6%.

Também foi constatado leve aumento no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que subiu de 83,8% em março para 83,9% em abril, o maior patamar desde julho de 2011 (84,1%).

Com Agência Brasil

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