Joia venenosa: com uma aranha de ouro cravada na pele

ESTRANHA MODA DA JOALHERIA DOLOROSA

Joia com aracnídeo

Repulsa e admiração, os aracnídeos exercem um estranho fascínio sobre joalheiros de todas as épocas. O designer basco Martín Azúa não é exceção com sua aranha dourada de oito pernas flexíveis afiadas.

Mas o que surpreende mesmo é que esta espécie de broche não é espetada na roupa, mas diretamente na pele da vítima. “A perfuração temporal incorpora a dor como um aspecto inevitável da joia”, diz Azúa.

Aranha de ouro no ombro

O processo de fixação é quase cirúrgico: a pele é desinfectada e o adereço aplicado – e removido – com o auxílio luxuoso de um pequeno artefato mecânico. O processo não está livre do perigo e da dor.

Praticamente todo procedimento estético requer um ato de bravura e submissão porque, sim, a beleza dói. A joia possui este componente, de extremo controle feminino, como a aranha faz com a sua presa.

Dor na joalheria

“Joias, em geral, são amáveis, mas, neste caso, têm um papel diferente, algo perigoso, pelo cuidado no manuseio. E assim, fornecem relações não convencionais, permitindo contar e gerar histórias”.

“Objetos especiais têm uma influência sobre o comportamento, são agentes ativos e não meros instrumentos. Rituais que regem essas relações são tão absurdos como transcendentais”, conclui Azúa.

Joia dolorosa

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