Implante de microchips na barriga controla fome e obesidade

CHIP PARA EMAGRECER, SÓ O INTELIGENTE

Implante de chip no abdomen

Um novo microchip “inteligente” será implantado na barriga para controlar o apetite e combater a obesidade. Os testes em laboratório começam em breve para chegar aos humanos em três anos.

O chip foi desenhado nos laboratórios do Imperial College da Inglaterra, para ser implantado junto ao nervo vago (pneumogástrico), que regula o apetite e outras funções vitais do organismo.

O circuito consiste em um “modulador inteligente” de poucos milímetros, que ficará na cavidade peritoneal do abdomen (na barriga). Ele será preso ao nervo vago por meio de eletrodos.

O chip e os eletrodos captam os estímulos elétricos e químicos do nervo que despertam a fome. Em seguida, esses estímulos são reinterpretados e liberados para o cérebro, reduzindo o apetite.

Será um controle do apetite, mais do que dizer: “Pare de comer de uma vez!”. Então, ao invés de engolir muito rápido, como os glutões costumam fazer, a pessoa é induzida a comer em um ritmo normal.

Uma vez que o cérebro fica em estado de alerta, ele recebe sinais similares àqueles recebidos do organismo após uma refeição, dizendo para parar porque o estômago já está entupido de comida.

O chip pode se tornar uma alternativa muito mais econômica em relação à cirurgia de redução do estômago. Por isto, o projeto já recebeu 7 milhões de euros do Conselho de Pesquisa Europeu.

Implante de chip no estômago

NERVO VAGO

O nervo vago regula uma série de funções no organismo, como controlar a respiração, o ritmo cardíaco, a secreção de ácidos no sistema digestivo e a contração do intestino.

O nervo também indica ao cérebro como outros sistemas do organismo estão operando.

A equipe do Imperial College de Londres, no entanto, não é a única a pesquisar o tema.

A empresa de tecnologia médica EnteroMédics, dos Estados Unidos, criou um circuito que bloqueia o nervo para interromper estímulos de apetite.

Resultados dos primeiros testes do chip norte-americano, que envolveram 239 pacientes, mostraram perda de até 20% do excesso de peso no corpo.

A empresa, no entanto, disse que os resultados não foram tão bons quanto os esperados.

Outra empresa americana, a IntraPace, também entrou no desenvolvolvimento de técnica similar.

Com Ronaldo — Livreiro

Deixe um comentário simpático neste artigo: