Governo confirma investimentos para reativar ferrovias

O TREM: A ‘CONSTRUÇÃO’ DE GONZAGUINHA

Um grande projeto de “reconstrução” da infraestrutura nacional está sendo posto em marcha nesse outono, com témino previsto para 2018.

O plano de governo estimula o crescimento e o desenvolvimento, através da melhoria da infraestrutura nacional, que carece de urgentes intervenções.

Velha Ferrovia

São 40 grandes projetos no total, começando por um programa de investimentos em ferrovias como nunca foi feito no país desde os anos 1900, com toda a remodelação da malha ferroviária para transporte de cargas e passageiros.

Inclui trens de alta velocidade (trens bala) e a viabilização das grandes linhas atravessando as regiões norte-sul e leste-oeste.

E o que isto tem a ver com Gonzaguinha? Nada, a não ser o fato de que eu sempre me lembro desta música quando me deparo com o complexo assunto das estradas de ferro — como também é a construção desta harmonia.

Tem a ver com lembranças de infância, quando os trens ainda faziam parte da realidade nacional e com O Trem, canção com que Luis Gonzaga Jr. venceu o II Festival Universitário da Música Brasileira, realizado pela TV Tupi, em 1969.

Poucas pessoas se recordam disso, mas foi com ela que o filho de Gonzagão tornou-se nacionalmente conhecido. No vídeo acima ele conta um pouco dessa história.


O TREM
(Gonzaguinha)

Uma prece a quem passa, rosto ereto
Passo certo, olhar reto pela
vida, amém!
Uma prece, uma graça, ao dinheiro recebido,
Companheiro, lá do amigo, amém!
Uma prece, um louvor ao esperto enganador
Pela espreita e a colheita, amém!

Eia! E vai o trem num sobe serra, desce serra, nessa terra
Vai carregado de esperança, amor, verdade e outros “ades”
Tantos males, pra onde vai?
Quem quer saber?

Sem memória e sem destino
Eu ergo o braço cego ao sol
De mundo meu, meu só
Me reflito, o pé descalço, a mão de lixa
A roupa rota, o sujo, o pó, o pó, o pó.

Morte ao gesto de uma fome
— é mentira!
Morte ao grito da injustiça
— é mentira!
Viva em vera igualdade: o valor.

Eia! E vai o trem num sobe serra, desce serra, nessa terra
Vai carregado de esperança, amor, verdade e outros “ades”
Tantos males, pra onde vai?
Quem quer saber?

Sob as luzes da cidade há cor alegre
Há festa e a vida ri sem fim
Nem meu dedo esticado traz um
pouco o gosto
O doce, o mel pra mim, pra mim.

Vivo o tempo sorridente que me abraça!
Vivo o copo de aguardente que me abraça!
Morte ao trabalhador sem valor!

Eia! E vai o trem num sobe serra, desce serra, nessa terra
Vai carregado de esperança, amor, verdade e outros “ades”
Tantos males, pra onde vai?
Quem quer saber?

Uma prece, um pedido,
Um desejo concedido a você na omissão, amém!
Uma prece, uma graça,
Pelo pranto sem espanto e a saudade consentida, amém!

Uma prece, um horror,
Ao adeus, mão contra o vento,
Na partida desse trem, amém!

Eia! E vai o trem num sobe serra, desce serra, nessa terra
Vai carregado de esperança, amor, verdade e outros “ades”
Tantos males, pra onde vai?
Quem quer saber?


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